

Christian Pruks
christian@avmag.com.br
À pedidos de vários amigos e leitores, pessoalmente e via Internet, estou voltando a indicar algumas coisas que tenho escutado de música interessante, mês a mês.
Nem tudo será do gosto de todo mundo… Na verdade, raramente é – até porque eu quase nunca indico música que seja parte da usual memória afetiva das pessoas, e nem da minha.
Me lembra um jornalista da área de música, que quando perguntado porque, quando indica discos de jazz, nunca sugere Time Out ou Kind of Blue, e ele respondeu que são discos que todo mundo já conhece e todo mundo tem – ou deveria ter…
Eu mesmo já descobri que muitos não têm, e nunca ouviram falar – então esta edição desta coluna também sugere, se você é fã de jazz da era de ouro, os seguintes: Time Out (Dave Brubeck Quartet), Kind of Blue (Miles Davis) e A Love Supreme (John Coltrane). Considero que são um deleite musical para o resto da vida. Como disse um amigo meu: “Boa música não enjoa”.
Enfim, continuando…
Aqui vai um par de coisas ‘novas’ – novas para mim, claro e talvez novas para você também. Estou indicando faixas que considero interessantes – mas, você perguntaria: “por que indicar faixas e não discos inteiros?”
Porque o disco pode não ser todo interessante, mas outras obras do mesmo artista podem ser interessantes – então, explorar a obra deles fica a cargo e gosto de cada um. Eu dou o pontapé inicial, só.
DET TÄNDS ETT LJUS – CHRISTIAN JORMIN 3 (CD: “SOL SALUTIS”, 2004)
Christian (um bom nome) Jormin é um pianista de jazz, compositor, baterista, percussionista e arranjador sueco, nascido em 1962. Nos créditos desse disco, ele aparece como pianista, baterista e percussionista – apesar de ser um trio com Mattias Grönroos no baixo e Magnus Boqvist na bateria. Então não tem como saber que partes da bateria são tocadas por ele e que partes são por Boqvist.

A discografia de Jormin acho que é pouco ou nada conhecida fora da Suécia, mas para quem quiser pesquisar (e eu vou), além desse trio Christian Jormin 3, ele participou também de discos dos grupos: Acoustic Electronics, Christian Jormin Trio, Dan Berglund Band, Den Fule, Gunnel Mauritzson Band, Karin Gustavsson & Peter Burman Band, Kejsarens Nya Kläder, Staffan Linton Trio, Persson /
Ingemarsson Quartet – entre outros!
A faixa de nome sueco impronunciável, é uma versão jazz e instrumental de um hino religioso composto na década de 70 pelo organista sueco Roland Forsberg, e que tem texto originalmente do escritor Arne H. Lindgren.

Extremamente bem gravada, a faixa Det Tänds Ett Ljus trata de conforto na dor, do amor de Deus e da esperança de uma nova vida.
YEAR OF THE SNAKE – BALTHVS (2025)
A Balthvs é uma banda de rock latino da Colômbia, formada em 2020, com todo mundo bem jovem: Balthazar Aguirre na guitarra elétrica, Johanna Mercuriana no baixo elétrico, e Santiago Lizcano na bateria.
Misturam funk, soul, rock psicodélico, ritmos latinos e até surf rock! Não são virtuoses em nada, mas é bem legal de ouvir, não é um som banal e massificado – e não é eletrônico: é gente de verdade tocando instrumentos de carne e osso (ou seria ao contrário? rs…).
Segundo o perfil deles, são a banda colombiana mais famosa fora da Colômbia, com faixas tocadas mais de 67 milhões de vezes nos serviços de streaming – e 12.000 discos de vinil vendidos!

Bom, desta vez já temos duas opções para gostos diferenciados – e ainda três ‘extras’ para encaminhar bem iniciantes do jazz!
Mais uma vez: questões, perguntas, sugestões, reclamações, receitas de comida gostosa e barata, etc: christian@avmag.com.br.
Nos vemos mês que vem!