Espaço Aberto: INDICAÇÕES DE MÚSICA INTERESSANTE – OUTUBRO 2026

PATACOADAS DE ÁUDIO – OUTUBRO DE 2026
5 de outubro de 2026
Teste 5: PEDESTAL DE CAIXA DA VINCI DA TIMELESS AUDIO
5 de outubro de 2026

Christian Pruks
christian@avmag.com.br

Seguindo com pedidos de leitores – e de amigos que são leitores – mais algumas sugestões de música interessante que descobri ou recentemente estive ouvindo.

De novo, vale falar que não indico usualmente música da memória afetiva geral ou mainstream – e é, em geral, música nova, contanto que se entenda que eu considero ‘novo’ algo dos últimos 20 e tantos anos…rs! Até porque, não ‘consumo’ música, então ela não envelhece, não saí de moda, não fica velha para mim.

Música boa é atemporal!

Não pretendo indicar aqui discos inteiros, mas sim apenas faixas. Porque, na verdade, às vezes essas faixas são únicas, são interpretações especiais porque são ao vivo, e são para indicar o artista aos melômanos audiófilos que não os conhecem. E, cabe a cada um se aprofundar nos trabalhos ao vivo em em estúdio, de cada artista indicado.

Uso aqui o YouTube, porque dá acesso à uma variedade de trabalhos – principalmente ao vivo – que nenhuma outra mídia dá. Na minha opinião, quem não usa o YouTube para ver seu o gigantesco acervo de música, está perdendo – basta assinar o YouTube Premium para tirar os anúncios chatos (o que custa o preço de meio hambúrguer por mês), e usar as numerosas maneiras de se ouvir seu áudio de qualidade, seja com a TV ligada no DAC do meu sistema, seja no computador, celular ou tablet com fones de ouvido ou caixas Bluetooth.

MELANIE DE BIASIO – “AFRO BLUE” (JAZZ IN MARCIAC, 2018)

Já indiquei na revista, antes, trabalhos dessa cantora e flautista belga, que inclusive já foi roqueira antes de descobrir o jazz.

Ela faz um jazz elegante e atmosférico, acompanhada de um trio que traz, além do piano (Pascal Mohy) e da bateria (Alberto Malo), o uso de piano elétrico e sintetizadores vintage (Pascal Paulus).

O belíssimo vídeo, em preto-e-branco, é tão atmosférico quanto sua música, que é tremendamente bem gravada – no caso, aqui, no Festival Jazz in Marciac, que ocorre desde 1978 em uma vila na região da Occitânia, na França.

SIMON & GARFUNKEL – “THE SOUND OF SILENCE” (VERSÃO ACÚSTICA, 1964)

Essa foi uma surpresa positiva para mim – porque não fazia ideia de que esse hiper-mega-sucesso da dupla folk americana tinha uma versão acústica, anterior à que foi tocada à exaustão. Mas, até aí, não sou o fã número 1 deles, ou conhecedor profundo de sua obra.

A versão original foi gravada em 1964 para o álbum de estreia da dupla (Wednesday Morning, 3 A.M., Columbia Records), que acabou não sendo um grande sucesso. Como resultado, eles se separaram, Simon foi morar na Inglaterra e Garfunkel voltou aos seus estudos. Nesse meio tempo, a gravadora pegou a faixa original e adicionou guitarra elétrica, baixo e bateria sem o conhecimento dos artistas – fazendo a dupla chegar ao número um das paradas da Billboard!

Acontece que a versão acústica me parece ser musicalmente mais interessante, e é certamente mais bem gravada, soa mais limpa e com reverberação mais natural. Recomendada!

MARK ISHAM – “ON THE THRESHOLD OF LIBERTY” (1983)

Essa faixa instrumental, e o disco de onde ela vem (Vapor Drawings, 1983), podem ser encontrados com facilidade em todas as plataformas de streaming – e, também, em vinil.

O selo americano Windham Hill especializou-se em duas coisas: o que muitos passaram a chamar de “New Age”, e em gravações de alta qualidade sonora. Acontece que muitos dos trabalhos, como os do trompetista Mark Isham, eram bem mais elaborados e bem arranjados do que o que muitos chamam até hoje de New Age.

Aqui, On The Threshold of Liberty (No Limiar da Liberdade) é baseada em uma pintura de 1937, de mesmo nome, do pintor belga René Magritte, e traz Isham no trompete, flugelhorn, piano e sintetizadores – e o percussionista Peter Van Hooke tocando caixa.

Divirtam-se! E nos vemos mês que vêm!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *