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RACK SXR / BASES M3X2 & S3 DA HRS: HARMONIC RESOLUTION SYSTEMS

Fernando Andrette

Minha experiência com os produtos da HRS – Harmonic Resolution Systems – ocorreu quando recebi alguns anos atrás emprestado uma base S3 para colocar no meu toca-discos Origin Live Sovereign, com cápsula ZYX Omega, e percebi o quanto podia extrair a mais em termos de silêncio de fundo, melhora na micro-dinâmica e precisão nos transientes apenas utilizando-a entre o meu rack e o toca-discos.
Muitos leitores ainda julgam que a utilização de racks nos sistemas seja apenas uma questão logística, facilitadora para a instalação de equipamentos e a distribuição e troca de cabos entre os componentes.
Esse é um erro que, à medida em que os sistemas se tornam mais ajustados, precisa ser sanado, pois com o rack certo o usuário também fará um upgrade no sistema.
As opções, para além da praticidade e do design, são inúmeras – e sugiro a todos que estejam pensando em adquirir um rack definitivo, comecem a pesquisar e principalmente ouvir as opções que desejam e cabem no seu orçamento.
A HRS é uma empresa americana com uma expertise solidificada na construção de bases e racks, e que está presente em inúmeras salas de eventos de áudio em todos os continentes.
Sua credibilidade é tão grande, que fabricantes de toca-discos como a alemã Brinkmann, vende seus renomados toca-discos já com bases da HRS.
E basta uma atenta olhada em vídeos de inúmeros showrooms de fabricantes de caixas acústicas e eletrônicos, para verificar que muitos também utilizam seus racks.
Estávamos na fila para testar um rack HRS desde o fim do Workshop deste ano. E, finalmente, logo após o término do evento recebemos o modelo SXR de três prateleiras, com duas bases M3X2 e uma S3 – e diversos pés com pesos diferentes para o ajuste adequado aos inúmeros produtos que utilizamos para esse teste.
Foram 7 meses de testes – com certeza nunca pudemos ter a disposição um rack por tanto tempo em nossa sala.
Com acabamento primoroso, o rack SXR é derivado dos conceitos técnicos do rack acima dele, o VXR. Combinado com as bases enviadas, o objetivo é eliminar ruídos, para um novo patamar de desempenho musical.
O conceito utilizado é o mesmo para todas as linhas: estruturas modulares fabricadas em alumínio aeronáutico usinado a partir de tarugos, com um sistema patenteado de controle de ressonâncias.
As bases de isolamento HRS encaixam-se diretamente na estrutura do rack, oferecendo isolamento, flexibilidade e funcionalidade, permitindo-o ser expandido vertical e horizontalmente. Assim como pode-se aumentar o espaçamento entre as prateleiras em 6, 8 ou 10 polegadas.
A troca dos pés adequados para cada peso de produto – eficiente e fácil pois são todos rosqueados – mostra sua alta compatibilidade e versatilidade.
O fato de também ter sido disponibilizados dois tipos de prateleira, permitiu até mesmo que fizéssemos comparativos com o mesmo produto em ambas.
Quisera eu que todos os racks e bases enviados para teste, pudessem ser disponibilizados por um período tão longo, pois isso permite conclusões mais consistentes. E, o mais importante: avaliar o grau de coerência e compatibilidade com produtos tão distintos em tamanho, peso e topologia.
A lista de produtos utilizados para o teste foi gigantesca, pois todos os equipamentos testados desde maio passaram neste rack.
Os principais produtos nos quais pudemos perceber consideráveis melhorias, foram:
Amplificadores integrados: Norma Revo IPA-140 (clique aqui), Moonriver 404 Reference, 3100 HV da T+A (clique aqui), Dan D’Agostino Pendulum (clique aqui), Arcam SA-45 (clique aqui), Alluxity Int One MkII, e Soulnote A-3 (clique aqui).
Toca-discos: Origin Live Sovereign Mk4 (clique aqui), Zavfino ZV11X (clique aqui), Reloop Turn X (clique aqui) e MoFi
PrecisionDeck Fender.
Prés de linha: Air Tight ATC-5s (clique aqui), e Nagra Classic Preamp.
Powers: Air Tight ATM-1E (clique aqui), e Aiyima A06.
CD-Players: Wadax Studio Player, e Norma Revo CDP-2 (clique aqui).
DACs: Nagra TUBE DAC (clique aqui).
Pré de phono: Moonriver 505, e Soulnote E-2 (clique aqui).
Basta uma rápida passada de olho na lista para perceber a diversidade de pesos, tamanhos e topologias.
E posso afirmar que todos esses equipamentos tiveram melhorias audíveis no rack SXR.
Uma questão muito debatida em fóruns é sobre determinados racks ‘secarem’ o som, diminuindo o corpo dos instrumentos e trazendo informações secundárias das gravações, que podem deixar o sistema mais transparente e consequentemente mais analítico.
Peço a todos os interessados neste assunto que leiam meu artigo da seção Opinião, em que digo que nem sempre o diferente é melhor. E escrevi esse artigo exatamente inspirado pelos resultados que obtive ao longo dos meses, ouvindo todo esse arsenal de equipamentos neste rack.
Pois – sem exceção – em nenhum equipamento o som ‘secou’ ou se tornou mais analítico.
Claro que, ao ouvir produtos valvulados, como os Air Tight e os Nagras TUBE DAC e o Classic Preamp, tive que trocar os pés para adequar ao peso e topologia. Mas, ao fazer essa troca, esses quatro produtos ganharam uma apresentação do invólucro harmônico mais rica e detalhada, a ponto de uma incrível melhora tanto na riqueza tímbrica, quanto na reprodução dos transientes (algo essencial para a topologia valvulada não soar letárgica).
Outra questão levantada nos fóruns diz respeito à alteração no equilíbrio tonal de muitos racks. Novamente, posso garantir que isso não ocorreu com nenhum dos produtos utilizados.
Pelo contrário: em produtos mais refinados, as pontas se tornaram ainda mais estendidas e mais inteligíveis, como se fosse retirado uma névoa da imagem sonora.
E a região média, em todos os produtos, foi a mais beneficiada, com apresentação de mais camadas em música complexa com vários instrumentos em alturas distintas, tocando simultaneamente.
Um amigo músico, ao ouvir as melhorias, descreveu este rack como “um descongestionante musical”. E ele está certo, pois é exatamente isso que ocorre.
Claro que em alguns produtos mais, e outros menos – mas todos se beneficiaram de estarem neste rack.
O que quero deixar claro, é que com essa amostra de produtos que tive em mãos para o teste, nenhum produto perdeu qualidade. Isso demonstra a eficácia e a assertividade do conceito e filosofia da HRS.
E aí entramos na questão que pesa no bolso, e dificulta este upgrade:
O preço!
O modelo avaliado, imagino que seja para sistemas Estado da Arte, ou para aqueles que desejam investir em um rack definitivo, hoje, para toda a sua jornada!
Pois é o tipo de equipamento que irá passar por todas as etapas de um audiófilo sem se tornar obsoleto.
CONCLUSÃO
Se você julga que seu sistema chegou ao ápice da performance, e todas as outras lições de casa já foram concluídas, como: elétrica dedicada, tratamento acústico e ajuste fino do sistema, então conhecer este rack pode ser o momento certo.
Seus benefícios são todos audíveis, e pode muito bem ser aquele movimento final para se extrair o sumo do sumo de um sistema Estado da Arte!

AVMAG #324
Ferrari Technologies

heberlsouza@gmail.com
(11) 99471.1477
(11) 98369.3001
US 28.000 (com as prateleiras)

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