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CABO DE REDE ETHERNET APEX DA DYNAMIQUE AUDIO

Fernando Andrette

Existem testes que sabemos que irão mexer com muitos que vivem dizendo que cabos não passam de ‘óleo de cobra’.
Outro dia, um jovem leitor me questionou o significado deste termo, usado pelos objetivistas para desdenhar pejorativamente de cabos na audiofilia.
Tive que explicar ao leitor, que este termo se refere aos inúmeros produtos farmacêuticos produzidos e vendidos no séculos 18 e 19 como elixires para saúde, contra queda de cabelo, afrodisíacos, para pedra na vesícula e inúmeros outros benefícios, sem nenhuma comprovação científica ou de eficácia.
E os objetivistas usam e abusam deste termo para ‘desdenhar’ de cabos (quanto mais caros, maior será a indignação).
Eu posso descrever quantas vezes me deparei com objetivistas raivosos, em nossos Cursos de Percepção Auditiva, duvidando que pudéssemos mostrar para 60 pessoas presentes na sala, a diferença na reprodução de transientes entre vários cabos digitais.
Afinal, para todo objetivista, se um cabo digital não estiver com defeito, será algo corriqueiro transmitir os ‘zeros’ ou ‘uns’, não podendo de maneira alguma haver diferenças audíveis entre eles.
E não só mostrávamos, com a famosa faixa três do grupo mineiro Uakti, do CD I Ching, como detalhávamos o que precisavam observar para compreender o erro na reprodução dos transientes, com a marcação de tempo do triângulo em relação às percussões. E como, no cabo digital com problema na reprodução dos transientes, a impressão auditiva era que o triângulo hora atrasava o tempo e hora adiantava em relação às percussões.
Fazendo nosso cérebro ficar correndo atrás, para não perder a atenção.
E, como em um ‘passe de mágica’, nos cabos digitais com transientes corretos, a precisão era espantosa, tanto em termos de andamento, como de marcação de tempo forte e fraco.
A questão é saber exatamente o que precisamos notar e usar, obviamente, os exemplos corretos para essas avaliações.
Porém, a maioria dos audiófilos só se preocupa com o básico: grave, médio, agudo, e se o palco sonoro é convincente. E nada mais. Aí fica difícil entender que a reprodução musical em alta fidelidade é muito mais que grave, médio e agudo e palco sonoro.
Então, meu amigo, já sei que publicar a avaliação de um cabo Ethernet caro, irá reacender as tochas dos objetivistas – e os vejo marchando e gritando seus slogans novamente contra a revista e contra mim.
Faz parte… Então vamos ao que interessa.
Não tenho certeza, mas acredito ser este o primeiro teste mundial do novo cabo de rede top de linha da Dynamique Audio, o Apex.
Todo leitor assíduo sabe que os cabos Dynamique Audio linha Apex, são as minhas referências há um bom par de anos. E sabem exatamente o motivo porque os uso: possuírem uma assinatura sônica neutra, algo primordial para a nossa Metodologia e avaliação de equipamentos.
Fiquei muito feliz, pelo fato de, nos nossos últimos dois Workshops, diversos participantes ao final das apresentações manifestarem que conseguiram entender o uso de cabos – neutros – na apresentação, pois assim puderam desfrutar e perceber as diferentes assinaturas sônicas dos sistemas mostrados.
Os Workshops são importantes exatamente por darem a oportunidade aos nossos leitores de comprovarem o que escrevemos aqui mensalmente.
Quem me lê, sabe minha opinião sobre o patamar em que o streaming se encontra neste exato momento. E isso causa, eu sei, muita indignação naqueles que fizeram a escolha de abandonar todo tipo de mídia digital e optar apenas por essa plataforma.
Entendo e respeito todas as escolhas de nossos leitores, mas não posso deixar de lembrar que, em comparações diretas com mídias físicas, ainda existem alguns degraus até o streaming chegar ao topo.
E quais são essas lacunas, Andrette?
Soundstage – principalmente mais profundidade, mais largura e altura, maior precisão de foco, recorte e ambiência. Melhor corpo harmônico, macrodinâmica e organicidade.
E a boa notícia, é que as melhorias estão ocorrendo muito mais rápido do que foi com o CD, cuja correção dos defeitos foi quase à conta-gotas na primeira década de existência. E que adoro lembrar a todos os objetivistas ortodoxos, só ocorreu pelo fato de termos uma referência, a mídia analógica – LP – que eles adoram dizer hoje, que nem deveria ser classificada como hi-end!
Não posso deixar de lembrar a todos com menos de trinta anos, que hoje nos leem, que fui um crítico desde o primeiro minuto da dureza dos primeiros CD Players, do brilho excessivo nos agudos, e principalmente do diminuto corpo harmônico dos instrumentos em que tudo era reproduzido, naquele negro silêncio de fundo, com tamanho de ‘pizza brotinho’.
E mostrava as diferenças entre o LP e o CD, nos Cursos de Percepção Auditiva, e a sala vinha abaixo, com um sonoro: “ohhhhhhh!!!!!”.
Se não tivéssemos uma mídia de referência, de acordo com os objetivistas, o digital ainda estaria soando como o das cinco primeiras gerações.
Já que as ‘medições’ eram muito superiores às do LP!
E cometemos um erro enorme por quase duas décadas, ao julgarmos que o problema no digital era tanto de hardware como de software,
e hoje percebemos que os disquinhos platinados soam muito bem depois de todas as correções e avanços feitos no hardware.
A ponto de podermos usar o CD, como referência ao avaliarmos o streaming!
Um problema atual é que o sinal via rede é bastante sujo, e várias frentes estão sendo aprimoradas, como roteadores e transmissão do sinal passando por filtros, na tentativa de melhorar o sinal antes de finalmente chegar ao streamer.
E aí entram os cabos de rede, que para qualquer objetivista é totalmente secundário – e que para quem consegue observar diferenças audíveis, é essencial.
Eu estou neste segundo grupo, óbvio e tenho feito nos últimos três anos diversos testes com cabos Ethernet – e lhes digo: este pode fazer melhorias significativas no resultado final.
Eu utilizo, saindo do roteador, o novo cabo de rede top de linha da Transparent (teste em breve), no lugar do Transparent Reference (o de capa cinza) até o switch de rede da Sunrise Lab, e do switch até o Streamer da Nagra (clique aqui) utilizava um segundo top de linha da Transparent Audio (o de capa preta).
As melhoras já haviam sido significativas em relação ao Transparent Reference. Mas aí o Daniel Hassany, projetista da Dynamique Audio me enviou o Apex, que nem se quer está disponível ainda em seu site, e tudo mudou de patamar!
Como todos os cabos da Dynamique Audio, sua construção e acabamento são primorosos, com cuidados extremos em todas as etapas de construção e na escolha de material.
Os condutores são de núcleo sólido de prata pura (5N) banhado a ródio, e núcleo sólido de prata banhado a ouro. A bitola do cabo é 8x 22 AWG, com isolamento de PTFE Teflon espaçado. Sua construção consiste em 4 pares trançados com distanciamento variável. Possui um amortecimento de ressonâncias, e blindagem de pares trançados de cobre de alta densidade individual, com uma blindagem final não metálica, com acabamento de carbono. A terminação RJ45 utilizada é Telegärtner MFP8, totalmente blindada.
O cabo é grosso, porém maleável, algo essencial para espaços apertados.
Como conheço bem toda a linha Apex, sei que não deveria levar em consideração as primeiras 100 horas de queima. E tive uma bela surpresa ao ver que, mesmo zerado, seu comportamento foi distinto dos cabos digitais que testei deste fabricante, pois já saiu tocando muito corretamente.
Será o fato de ser um cabo de rede, e não um AES/EBU?
Em relação à minha referência atual, o Transparent, ele possui melhor silêncio de fundo, maior amplitude de palco nas três dimensões, melhor decaimento nas altas, permitindo uma observação mais segura das salas usadas nas gravações (sem e com o uso de reverberação digital), um foco e recorte mais preciso que melhora a percepção de organicidade e, o que mais admirei: um corpo harmônico maior e mais realista.
A entrada do Dynamique Apex Ethernet melhorou ainda mais o Streamer Nagra, e possibilitou algo que para mim é essencial: poder avaliar erros e acertos da qualidade técnica das gravações.
Afinal este é um dos meus maiores interesses na área de áudio.
Não falo apenas da qualidade técnica da gravação, mas das intenções do engenheiro de gravação, na escolha dos microfones, posicionamento deles na sala, nuances das mixagens, e como soam em plataformas distintas como Tidal, Qobuz, Spotify, etc.
Com o cabo Ethernet Apex, tudo isso ficou muito mais fácil de avaliar e apreciar.
CONCLUSÃO
Antes que as tochas cheguem aos muros de minha casa, e clamem por minha cabeça, tenho que dizer que este é um cabo de rede, apenas para aqueles que investiram pesado em um sistema de streamer e concordam que ainda existem lacunas a serem corrigidas – e desejam fazê-lo, obviamente.
Pois o que o Ethernet Apex faz de melhor, é lapidar as arestas ainda existentes no streaming e possibilitar a extração do máximo que a topologia de rede utilizada por esse serviço tem a oferecer neste momento.
Se você deseja um streamer Estado da Arte Superlativo, e reconhece a importância de um cabo de rede que possibilita atravessar esta ponte para a outra margem, recomendo que o escute em seu setup.
Pode ser o elo que estava faltando para você poder afirmar que chegou lá!

AVMAG #321
German Áudio

comercial@germanaudio.com.br
(+1) 619 2436615
1m – £3.443
1.5m – £3.818
2m – £4.193
3m – £4.943

CABOS ZAVFINO SILVER DART & GOLD RUSH

Fernando Andrette

Como escrevi no teste do toca-disco Zavfino ZV11X, eu conheci esse fabricante canadense primeiro acompanhando as discussões sobre a qualidade de seus cabos em fóruns internacionais.
E o que era a síntese das conclusões, era como podiam ter uma performance tão alta e custar muito menos que cabos conceituados mundialmente.
E o cabo mais citado nesses fóruns, era sempre o cabo de braço Gold Rush, em comparações com cabos muito mais caros e com longos anos de estrada.
Como sempre digo, quando uma marca começa a se destacar no cenário mundial, eu a coloco na lista de fabricantes a serem acompanhados de perto.
E isso às vezes pode levar meses ou anos.
E um pouco antes do Silvio da Audiopax nos comunicar ter pego a distribuição para o Brasil, eu já estava desejando dar um jeito de ouvir o Gold Rush, pois bem sei que um cabo de braço pode ser um upgrade tão consistente quanto uma cápsula. Pois já vivenciei essa realidade inúmeras vezes nos últimos trinta anos!
Já sobre a série top de linha – Silver Dart – não tinha muitas informações, devo confessar. Ainda que testes em mídias que leio, que batem muitas vezes com minhas avaliações, como a Mono & Stereo, já tivessem descrito esses cabos como impressionantes pela sua relação custo/performance.
Existem perguntas que são recorrentes dos nossos leitores, e quando esses têm a oportunidade de presencialmente tirar dúvidas, como no nosso último Workshop, caixas acústicas e cabos são os dois primeiros dessa lista.
E fico feliz em poder compartilhar com todos que desejam realizar upgrades nessas duas áreas, que nunca o universo hi-end esteve tão bem servido de opções para todos os gostos e bolsos.
Com a entrada dos fabricantes nacionais, as opções de cabos então cresceram exponencialmente!
Assim como eu sempre falo dos fabricantes de áudio autorais, ou ‘artesãos sonoros’, no segmento de cabos existem também os que compram matéria prima de terceiros e apenas aplicam suas ideias e conceitos na manufatura do cabo e existem os que possuem infraestrutura verticalizada, indo muito além de um montador de cabos.
A Zavfino faz parte deste grupo, em que cada condutor utilizado e a matéria prima escolhida (cobre, prata ou ouro), é extrudado dentro de sua própria fábrica, utilizando processos criados para obter o máximo possível de qualidade final, performance e durabilidade em cada cabo produzido.
As duas séries mais sofisticadas, a Silver Dart, composta de cabos de interconexão, cabo de caixas e força, e a Gold Rush com cabos de braços, são o resultado de quatro anos de desenvolvimento e testes, utilizando a exclusiva técnica de entrelaçamento H-Wound que utiliza um novo dielétrico de Grafeno em sua estrutura.
A construção desses cabos Zavfino passa por cinco etapas na produção. Na primeira etapa, é aplicado à matéria-prima um processo de extrusão através de uma matriz de cerâmica que cria o condutor de seu diâmetro final, que pode ser até 25 vezes menor que o diâmetro original do material bruto.
Neste refinado e complexo processo, é necessário o uso de diversos compostos químicos para controle da temperatura e da fluidez dos materiais.
A segunda etapa, visa a limpeza dos compostos utilizados na extrusão, pois podem criar pequenas alterações nas características da conectividade da fiação e reduzir sua confiabilidade após a aplicação da camada isolante.
Toda essa fiação passa, então, por uma câmara de limpeza ultrassônica que bombardeia estes condutores com várias frequências, removendo todos os resíduos da superfície do fio.
Na terceira etapa, são criados feixes de condutores que são submetidos a uma nova etapa de queima ultrassônica com alta tensão, o que proporciona aos cabos Zavfino um efeito de ‘amaciamento’ equivalente a 30 a 40 horas sob sinal de corrente.
A quarta etapa é chamada de tratamento Deep Cyro, e tem sua máxima eficiência pelo fato que os condutores ainda estão nus, pois o tratamento criogênico de materiais não condutores e isolantes pode fazer com que eles se quebrem e se tornem frágeis.
As pesquisas feitas pelo fabricante sobre criogenização, mostraram que a pureza, o tamanho e a estrutura molecular de cada condutor determinarão a temperatura específica a que eles serão criogenizados dentro da faixa de -180 a -196 graus.
E a quinta etapa, é o início da construção do cabo, definindo-se a fiação e o isolamento mais adequado para cada aplicação.
O que é o H-Wound?
Com base em quase duas décadas em fabricação de cabos, a Zavfino desenvolveu uma exclusiva técnica em que um fio é trançado firmemente ao redor de condutores de núcleo sólido a uma taxa nunca utilizada no mercado na fabricação de cabos.
Essa técnica, segundo o fabricante, elimina completamente os efeitos provocados pelo skin effect (quando as frequências mais altas tendem a se mover mais rapidamente pela parte externa de um condutor – por isso o nome ‘efeito pele’).
A maioria das máquinas de fabricação de cabos existentes no mercado, só consegue trançar seus condutores a uma proporção de 300 voltas por metro. O processo desenvolvido e patenteado pela Zavfino, trança a uma taxa de até 16.000 torções por metro.
Segundo o fabricante os principais efeitos audíveis serão maior silêncio de fundo, uma notável precisão tímbrica, andamento (PRaT) absolutamente realista, e uma maior resolução e extensão em todas as faixas de frequências. E a técnica H- Wound pode ser usada em qualquer tipo de condutor.
A ESCOLHA DO GRAFENO PELA ZAVFINO
O grafeno é um alótropo de carbono, similar ao que conhecemos como grafite. Mas que tem características muito peculiares e desejáveis para aplicação em áudio, como maior condutividade elétrica, excelente propriedades de eliminação de cargas eletrostáticas, e alta resistência mecânica associada a extrema leveza e flexibilidade.
E quando aplicado como blindagem adicional nos cabos da Zavfino, o resultado é uma incrível melhora na proteção à interferências externas. Pois todo o ruído é direcionado ao terra, resultando em maior silêncio de fundo, melhorando audivelmente as nuances na micro-dinâmica.
O grafeno também é um bom isolante térmico – 30% superior – e cria uma barreira 100% anticorrosiva impedindo a chegada de oxigênio nos condutores, garantindo ainda mais a consistência dos sinais em nível molecular, e o mesmo desempenho sônico em toda a vida útil do cabo.
Falemos então do cabo Gold Rush, que utiliza três materiais distintos para os condutores (cobre, prata e ouro) e para o qual foram criadas técnicas especiais de construção que garantem níveis adicionais de blindagem, alta flexibilidade e peso reduzido, uma vez que pode estar ligado diretamente ao braço do toca-disco.
Sua fiação é baseada em um cabo de cobre PC-OCC single crystal recoberto com ouro 24K e torcido ao redor de fios sólidos de prata com 99.9998% de pureza. São adicionados dois níveis independentes de blindagem, uma delas com cobertura de 100% grafeno. Fazendo deste cabo uma referência em termos de condutividade e imunidade contra interferências eletromagnéticas.
Para o teste do toca-disco Zavfino ZV11X, a Audiopax também nos enviou o Gold Rush e dois interconexão: um RCA e um XLR Silver Dart – e um de força desta série do qual publicarei minhas impressões ainda neste segundo semestre, junto com o de caixa.
Para o teste usei a maior parte do tempo eles três juntos. O Gold Rush entre o Zavfino e o pré de phono Soulnote E-2, e os Silver Dart entre o Soulnote e o pré de linha Nagra Classic, e o XLR entre o Nagra Classic e os powers Nagra HD.
Fiz isso para ter absoluta certeza da assinatura sônica do trio, e seu grau de compatibilidades e performance ligado ao nosso Sistema de Referência, OK?
Bem, a primeira observação: o processo de limpeza ultrassônica na fabricação do cabo, parece fazer resultado sim no pré amaciamento dos cabos Zavfino, pois eles já saem tocando 90% do seu potencial. A única diferença que senti após 50 horas de audição, foi uma sutil melhora na profundidade e no foco e recorte das imagens sonoras. Nada de alteração nas pontas do equilíbrio tonal, algo tão comum na esmagadora maioria dos cabos.
Você que não tem paciência para amaciar nada, essa é uma boa notícia!
Comecei primeiramente pela avaliação do Gold Rush, já que o primeiro produto a entrar em teste da Zavfino foi o ZV11X (leia teste na edição 317).
E tenho que concordar com a maioria dos audiófilos que, em inúmeros fóruns de discussão, ficaram surpresos como seus setups melhoraram.
É de longe o melhor cabo de braço que já testamos, e que eu tive em meus sistemas. Sua recuperação e organização de microdinâmica, algo essencial para uma reprodução de nível no analógico, é extraordinária!
É chocante reouvir gravações que te acompanham a meio século, e ainda assim ter ‘revelações’ de detalhes que nenhum upgrade anterior realizou! Você tem ideia do significado desta observação, meu amigo? O peso que isso tem, a quem busca dar o máximo de resolução possível ao seu setup analógico?
E que muitos até desdenham que a troca do cabo do braço possa beneficiar em algo, como já ouvi dezenas de vezes.
Foi tão impactante, que fiquei me perguntando o quanto de peso teria na nota final de uma cápsula, sendo avaliada em conjunto com esse cabo.
Alteraria quantos pontos na nota da cápsula? Pois não tenho dúvida que alteraria.
Às vezes achamos que nosso sistema já está completamente ajustado, e nos deparamos com essas ‘surpresas’ de um cabo de braço fazer tanto por um valor plausível, em um sistema Estado da Arte.
O silêncio de fundo deste cabo é admirável em todos os aspectos, pois não só emerge informações antes escondidas em camadas de ruído mecânico do analógico, como descongestiona e areja a outra ponta.
Fiquei surpreso quanta informação de ambiência, decaimento de pratos de andamento, se tornaram muito mais claros e verossímeis.
Até o ‘hiss’ das fitas master em gravações dos anos 60 e 70, ficaram mais audíveis.
Um cabo deste nível de performance, será total perda de tempo querer avaliar os oito quesitos de nossa Metodologia, pois ele extrapola o correto em muitos degraus.
Esqueça querer avaliar o equilíbrio tonal, ou a qualidade do soundstage, ou texturas, transientes, corpo harmônico e dinâmica.
Pois o nível de qualidade desses quesitos será unicamente da qualidade da gravação que você esteja ouvindo.
O que você deve fazer é simplesmente observar tudo que suas gravações fatalmente irão ganhar, uma a uma.
Pois nada soará do patamar que você julgava já ser satisfatório.
Então tudo que posso dizer a você é: se possui um setup analógico acima de 100 pontos (na nossa Metodologia), ouça e realize esse upgrade em seu sistema, e descubra o quanto ele irá mudar de patamar!
Os dois cabos de interconexão Silver Dart têm, como todos os produtos deste fabricante, uma qualidade de construção irretocável!
Parece que os detalhes foram trabalhados ao extremo. Um esmero na apresentação, que nos faz questionar a razão de cabos que custam, às vezes, cinco vezes mais, não terem.
Novamente deixamos ambos amaciando por 50 horas, e as mudanças foram tão sutis, que chegamos à conclusão de que estes também podem já ser colocados e apreciados imediatamente.
Assim como o Gold Rush, seu silêncio de fundo nos permite resgatar toda a micro-dinâmica existente nas gravações – e digo todas, sem restrição.
O equilíbrio tonal é perfeito, com graves encorpados, com excelente deslocamento de ar e um belíssimo corpo e peso.
Para se ouvir rock progressivo, um gênero em que frequentemente não teve a sorte de ter tido boas gravações, o Silver Dart será um alento.
A região média é de uma riqueza e detalhamento na medida certa. Nunca caindo para o lado do analítico e frio, e muito menos para o quente/vintage.
E os agudos possuem extensão, velocidade, corpo e decaimento exemplares, mesmo para cabos muito mais famosos e caros!
Seu soundstage é muito bom em termos de 3D, e seu foco, recorte e apresentação de planos são referenciais.
Para amantes de música clássica, a linha Silver Dart é uma das melhores opções possíveis no mercado. Texturas ricas, intencionalidades audíveis desde a qualidade do instrumento, do instrumentista e do grau de complexidade da obra imprimida pelo compositor.
Tudo sem esforço, sem ter que ampliar a concentração, tudo chega até você de maneira prazerosa e confortável.
Se você tem, como eu, predileção ao ouvir analógico pela qualidade das texturas, de novo esses cabos precisam estar no seu radar de upgrades.
Os transientes nesses Zavfinos são exemplares. Não sou nenhum fanático pela banda Dire Straits – gosto, mas não está na minha Playlist permanente, mas tenho que reconhecer que ouvi os dois lados do disco e com um grau de satisfação alto.
Justamente pelo fato de ser uma gravação em que o tempo e andamento necessitam estar rigorosamente precisos e, com o Silver Dart isso ocorreu naturalmente.
Se a micro-dinâmica é excepcional, não será diferente a macro-dinâmica deste cabo. Ouvi as tablas dos discos do grupo Shakti, grudado na cadeira com o coração acelerado. Impressionante a força e a pressão sonora que essa gravação tem com o Silver Dart.
E na hora que ouvi Sagração da Primavera de Stravinsky e a Sinfonia Fantástica de Berlioz, nos fortíssimos, eu só me perguntei como não havia escutado essas gravações dessa maneira antes?
Quer entender definitivamente a importância do corpo harmônico para o seu cérebro? E a diferença entre o corpo harmônico de uma gravação reproduzida em um setup digital e um analógico? Pois bem, com o Silver Dart e o Gold Rush as diferenças ficam simplesmente escancaradas à nossa frente.
As vozes do coral do Quarto Movimento da Nona Sinfonia de Beethoven, quando entram, ocuparam o fundo da minha sala de ponta a ponta.
Algo admirável, emocionante e inédito!
E ao reproduzir essa mesma faixa no sistema digital, o coral ocupa um pouco mais que a abertura total entre as caixas. Este é o exemplo mais contundente de como o digital ainda não chegou lá em termos de corpo harmônico.
E no conjunto Gold Rush e Silver Dart, esse exemplo é contundente!
Eu materializei o acontecimento musical o tempo todo enquanto testei estes cabos no nosso sistema analógico. Então, descrever a beleza do quesito organicidade com esses cabos, será pura redundância!
CONCLUSÃO
Todo leitor que nos acompanha e confia em nossas avaliações, a primeira conclusão que deve estar chegando é: “tenho que ficar de olho nesse fabricante canadense”.
Pois não prestar atenção no que a Zavfino está oferecendo, e a que preço ela disponibiliza seus produtos, será um erro tolo (para ser extremamente polido, rs).
Esse fabricante sabe exatamente o que está fazendo, e onde deseja chegar.
Se este é o caminho que você também deseja trilhar, de sempre buscar o melhor equilíbrio entre custo e performance, eis uma opção bastante consistente.
Tanto seus toca-discos como cabos e acessórios, parecem estar muito acima das expectativas até dos mais exigentes e experientes.
Eu os manteria ‘no radar’ permanentemente.
Se você está pensando em realizar upgrades no seu setup analógico, principalmente no braço, minha dica número um: Gold Rush. Este cabo não sairá do meu sistema.
E se você deseja um cabo Estado da Arte Superlativo, peça para ouvir o Silver Dart. Ele pode te surpreender tanto, como me surpreendeu. Tanto que o RCA, também ficará em definitivo no setup analógico!

Nota: 105,0
AVMAG #318
Audiopax

atendimento@audiopax.com
(21) 2255.6347 / (21) 99298.8233
Gold Rush (1,5m): R$ 12.000
Silver Dart (1m): R$ 18.000

CABO DE CAIXA VR CABLES ARGENTUM

Fernando Andrette

O Ebert da Virtual Reality Cables – VR Cables – estabeleceu-se no mercado de cabos hi-end, com uma rapidez incrível e com um trabalho praticamente de boca a boca na comunidade audiófila brasileira.
Eu lembro a todos, porém, que este sucesso todo se deve na minha opinião à qualidade de seus cabos e, sobretudo, ao preço final de todos os seus produtos.
Em um mercado em que cabos importados podem facilmente custar muito mais que um amplificador integrado Estado da Arte, o nosso leitor ter opções condizentes com a nossa realidade monetária, é parte importante deste processo de reconhecimento e credibilidade.
Quando testei seu cabo de caixa de entrada o Trançado (clique aqui), achei-o tão surpreendente que fiquei com o cabo, como também nosso colaborador, o Christian Pruks o utiliza em seu Sistema de Referência.
Pois custando menos de 1500 reais pelo que toca, seu grau de compatibilidade e construção é um produto único para quem não deseja gastar muito e deseja um cabo de alto desempenho sônico.
Quando, ao final do nosso último Workshop realizado em abril, o Ebert deixou conosco um set completo de sua nova série top de linha – a Argentum – não tive dúvida que o primeiro que ouviria seria, claro, o de caixa.
Até por ter o cabo de caixa da série de entrada, que conheço tão bem.
O Argentum de caixa possui uma topologia de quatro bitolas diferentes de cobre puro alemão, sendo uma bitola mais fina banhada em prata, e isolada com teflon.
Essa mistura foi a escolha do Ebert para deixar as características sônicas inerentes ao cobre puro, com a extensão e velocidade da prata.
O Argentum combina dielétricos diferentes, sendo as bitolas mais grossas isoladas em PVC, e a via banhada em prata, como dito acima, isolada em teflon.
Sua geometria foi toda estudada e avaliada sonicamente para controlar a influência que a capacitância e indutância do cabo tem sobre o sinal, e não deixar que atuem como filtros.
Para o resultado obtido, as vias mais grossas são montadas em paralelo e as vias mais finas são trançadas sobre as mais grossas. Essa geometria híbrida tem como resultado uma extensão sem perdas, desde os subgraves até os agudos cristalinos, e com enorme arejamento, com uma resposta natural e precisa.
Os condutores são de cobre alemão OFC 4N, mais cobre banhado em prata bitola de 6 mm por polo. Os terminais podem tanto ser Banana ou forquilha ródio.
E o que mais impressiona, além de sua excelente construção, é o preço final do produto em 2m, de R$4.640,00!
Ou seja, menos de 1000 dólares!
Para o teste utilizamos as seguintes caixas: Wharfedale Super Linton (teste em novembro de 2025), Audiovector Trapeze (clique aqui), Stenheim Alumine Two.Five (clique aqui), e Estelon X Diamond Mk2. Amplificadores: Soulnote M-3 (clique aqui), Nagra HD (clique aqui), Air Tight ATM-1E, e os integrados Norma IPA-140 (clique aqui), Moonriver 404 Reference (teste em novembro 2025), e T +A 3100 (teste outubro 2025).
Para o teste deixamos o cabo em amaciamento por 100 horas. A boa notícia é que já sai tocando muito corretamente.
O que irá melhorar depois da queima? Palco, com maior abertura e profundidade, extensão nas duas pontas e corpo harmônico.
Transientes, texturas, dinâmica, não tivemos significativas alterações.
O que permite que o comprador possa de cara já ir curtindo suas qualidades.
Seu equilíbrio tonal faz jus ao que o fabricante descreve do produto. Graves com uma fundação muito sólida, com energia, velocidade, corpo e ótimo deslocamento de ar. Sua região média é muito transparente sem, no entanto, jogar luz excessiva ou tirar a concentração do todo em passagens com enorme complexidade ou variação dinâmica. É uma região média rica em inteligibilidade e naturalidade. E os agudos possuem excelente extensão, refinamento, decaimento suave e um belo arejamento.
O que permite apreciarmos a ambiência das gravações, com enorme facilidade.
Em todas as caixas utilizadas, com tweeters muito distintos, foi possível perceber o quanto os agudos são corretos.
Depois de amaciados, o 3D na composição do palco sonoro é excelente. Com apresentação de planos, recorte e foco com precisão cirúrgica. Em uma sala em que existem condições das caixas apresentarem um belo palco sonoro em termos de largura, altura e profundidade, o Argentum facilitará muito o trabalho.
As texturas fornecem timbres corretos, naturais e muito convincentes, nos permitindo apreciar todas as intencionalidades, seja da gravação, da qualidade do músico e seu instrumento e do compositor.
Os transientes possuem aquele grau de precisão que faz com que a música pulse, vibre e nos mantenha atentos ao andamento e variação rítmica.
A macrodinâmica é exemplar em nos mostrar os crescendos com folga, sem comprimir ou deixar o som bidimensional nos fortíssimos! E sua microdinâmica é bastante favorecida pelo seu silêncio de fundo – e todas as nuances, até as mais sutis, são reproduzidas com esmero.
O corpo harmônico é padrão de cabos de referência, possibilitando um sistema com capacidade de apresentar instrumentos no seu tamanho real, fazê-lo!
E nas gravações primorosas, a materialização física do acontecimento musical (organicidade) será apresentada com enorme fidelidade.
CONCLUSÃO
Eu sempre, depois de ouvir os cabos da Virtual Reality, me pergunto: como o Ebert consegue este grau de performance com esses valores?
Gostaria que você, leitor, que ainda tem resistência em ouvir produtos nacionais, trabalhasse sua ‘resistência’ e desse uma chance à VR Cables.
Quem tem a ganhar será você mesmo, se o fizer.
O Argentum é um cabo de caixa exemplar com um grau de performance Estado de Arte Superlativo, e com preço de cabos hi-fi.
Não quero que você acredite em mim, quero que você ouça no seu próprio sistema e descubra o quanto este cabo pode fazer por ele, sem gastar uma fortuna!

Nota: 101,0
AVMAG #321
Virtual Reality

contato@vrcables.com.br
(12) 99147.7504
R$ 4.640 (dois metros par)

CABO DE CAIXA ZAVFINO SILVER DART

Fernando Andrette

Pelo menos o nosso leitor já está familiarizado com essa empresa canadense, fabricante de toca-discos, cabos e acessórios de excepcional qualidade, tanto em termos de construção, como inovação e performance.
O que, na minha opinião, consolida sua posição no mercado hi-end, é o grau de conhecimento de seu projetista, e de verticalização na construção de todos os seus produtos.
A empresa vai muito além de especificar tecnicamente seus produtos, atuando em todas as etapas de manufatura, quando o produto são seus cabos, por exemplo.
Passando pela escolha rigorosa da matéria prima, todo o processo de fiação, com controle integral nos processos de extrusão, criogenia, lavagem ultrassônica e aplicação de alta tensão para um pré-amaciamento de todos os seus cabos.
Esse requinte se estende ao desenvolvimento de técnicas e máquinas exclusivas para isolamento e trançamento de condutores, e até mesmo de seus próprios conectores.
No seu portfólio de materiais, encontramos as mais puras fiações de cobre OCC japonês e finlandês, até fios sólidos de prata com pureza de 99,9999%, além de uma gama de blindagens e dielétricos de ponta, incluindo o revolucionário grafeno.
O cabo de caixa da série Silver Dart, representa o ápice desta filosofia da Zavfino, sendo este o resultado de três anos de desenvolvimento dedicados à escolha dos melhores materiais, conectores e técnica de entrelaçamento proprietária H-Wound com uma construção multi-camada (chamada de “cabo dentro de cabo”) que integra diferentes dielétricos e blindagens.
Esse conjunto sofisticado de construção visa sonicamente permitir que o Silver Dart seja um cabo de alta velocidade, dinâmica e micro-dinâmica excepcionais, precisão de fase absoluta e integridade tímbrica completa.
O Silver Dart, no tratamento inicial da fiação, é extrudado por um processo descrito como ZVM (Zavfino Vacuum Melt), um método proprietário de fusão a vácuo que assegura a estrutura cristalina extremamente pura e ordenada da fiação, seguido por um banho ultrassônico e posteriormente um tratamento criogênico.
O que, no entanto, irá definir suas qualidades, segundo o fabricante, será sua geometria híbrida, que combina diferentes condutores sólidos e trançados.
O núcleo do cabo é composto por fios sólidos de prata 6N (99,9999% de pureza), responsável pela condução primária do sinal e pela velocidade, extensão e arejamento. Este núcleo é envolvido por fios finíssimos de cobre OCC, trançados pela técnica H-Wound, que totalizam 16.000 tranças por metro, um processo muito acima do utilizado no mercado, que é de 300 tranças/metro.
Segundo o fabricante, essa densidade é uma resposta ao skin effect (efeito de pele), assegurando a qualidade do sinal em todas as frequências, e com a vantagem adicional de uma imunidade às interferências externas de RF (Radiofrequência).
Sua blindagem utiliza uma combinação de técnicas e materiais que vão desde os tradicionais fios trançados de cobre até camadas de nanopartículas Um-Metal, um material magneticamente eficiente na proteção contra campos magnéticos de baixa frequência, como os emitidos por exemplo por transformadores de energia.
O sistema dielétrico do cabo de caixa é bastante sofisticado, utilizando uma abordagem mista com os melhores materiais disponíveis no mercado.
O Teflon (PTFE), que se destaca por seu fator de dissipação excepcionalmente baixo e estável em qualquer frequência. Com a vantagem de redução mínima de absorção dielétrica, resultando em uma sonoridade muito limpa e preservando a integridade dos transientes.
LDPE (Low-Density Polyethlene), com suas excelentes propriedades de isolamento com baixa absorção, com desejável flexibilidade e robustez mecânica, criando uma barreira dielétrica de alta eficiência.
E o Grafeno, em que a Zavfino foi pioneira na aplicação em cabos de áudio com o desenvolvimento do ZGRAPh-LDP (Zavfino Graphene – Low Density Polymer). Por ser um material bidimensional, composto por uma única camada de átomos de carbono dispostos em uma estrutura hexagonal.
Considerada por décadas uma mera hipótese teórica, sua existência foi comprovada em 2004 pelos físicos Andre Geim e Konstantin Novoselov. As propriedades do Grafeno são realmente extraordinárias, sendo o material mais fino e resistente conhecido atualmente. Sua condutividade térmica é de 5.300 W/mK, superior à dos nanotubos de carbono e de diamante.
Sua mobilidade de elétrons é superior a 15.000 cm/Vs, maior que a do silício monocristalino, e sua resistência elétrica é de aproximadamente 10 ohms por cm, mais baixa que a do cobre ou da prata, tornando-o o material com menor resistência elétrica que conhecemos.
A Zavfino constatou em testes que a aplicação deste material no cabo Silver Dart, traz tanto benefícios mensuráveis como audíveis. Pois ele completa a Blindagem Eletromagnética almejada pelo fabricante, isolando completamente o cabo de interferências externas (RF/EMI), eliminando cargas eletrostáticas, graças a sua excepcional condutividade, dissipando instantaneamente acúmulos de carga no dielétrico, neutralizando potencial fator de degradação do sinal.
Além de possibilitar estabilidade térmica e barreira anticorrosiva 100% eficaz, pois suas propriedades de dissipação de calor e sua extrema estabilidade física, somado a suas características mecânicas, criam uma blindagem hermeticamente selada, impedindo totalmente a oxidação dos condutores.
E isso assegura a performance sonora por décadas, prevenindo a degradação gradual do som.
Como é bom quando temos tantas informações essenciais passadas pelo fabricante ao distribuidor, e podemos compartilhá-las com todos.
Se você não conhecia a Zavfino, acho que a colocará no seu radar para possíveis upgrades, seja em cabos, toca-discos ou acessórios (leia o Opinião na edição 323 sobre tapetes).
OK… foi uma longa introdução técnica, mas absolutamente necessária para podermos falar deste ‘diferenciado’ cabo de caixa da Zavfino.
Começaria por descrever minha observação tátil e visual: trata-se de um cabo imponente, que irá se destacar visualmente, querendo ou não seu usuário.
Pois para desenvolver um cabo com tantos cuidados em termos de durabilidade, e isolamento a todo tipo de ruído externo, é difícil imaginar um cabo leve, flexível e ‘slim’.
Ele é muito mais para um cabo ‘mangueira de jardim’, como pejorativamente muitos objetivistas, jocosamente se referem a cabos de grande diâmetro.
Agora, se a questão essencial para você, como é para mim, gira exclusivamente em relação à performance, eu não descartaria jamais ouvir o Silver Dart. Pois todo este rigoroso critério de planejamento e produção, foi pensado e testado exaustivamente por três anos, antes de ser colocado no mercado.
E já tive o prazer de testar e ouvir os cabos de braço de toca-discos, o de interconexão desta série, o de força, e estou agora ouvindo o cabo de braço Midas, acima do Silver Dart (teste na edição de março de 2026), e posso assegurar que a Zavfino sabe exatamente o que deseja, e tem meios para colocar em prática suas ideias de maneira inteiramente eficaz.
Eu sugiro que a todos que se interessarem pelo Silver Dart, também leiam o teste do cabo de interconexão e de braço (clique aqui).
Afinal, como toca este cabo de caixa?
Para o teste, tivemos à disposição um arsenal de amplificadores e caixas, uma lista bem extensa. Caixas: Audiovector Trapeze (clique aqui) e QR-7 SE (leia teste edição de dezembro), Dynaudio Contour Legacy (clique aqui), Basel Concept V01 (clique aqui), Wharfedale Super Linton (clique aqui), Stenheim Alumine Two.Five (clique aqui) e Estelon X Diamond MkII (clique aqui).
Amplificadores Integrados: Norma Audio Revo IPA 140 (clique aqui), Moonriver 404 Reference (clique aqui), PA 3100 HV da T+A (clique aqui), e Dan D’Agostino Pendulum (teste em breve).
Powers: Nagra HD, Dan D’Agostino Progression M550 (clique aqui), Air Tight ATM-1E (clique aqui), Soulnote M-3 (clique aqui), e Alluxity Power Two (teste edição melhores do ano).
As fontes digitais e analógicas foram as nossas referências, com pré de phono Soulnote -E2.
Prés de linha: Soulnote P-3 (clique aqui), Air Tight ATC-5s (clique aqui) e Nagra Classic (clique aqui).
Não lembro de nenhum outro cabo de caixa que tenha tido a disposição um arsenal tão grande de amplificadores e caixas para ser desafiado a mostrar a que veio.
A primeira dica: ainda que a Zavfino faça um pré amaciamento em todos seus cabos, os Silver Dart (todos que testei, e ainda mais o de força e de caixa) necessitam de mais umas 100 horas, para estabilizar, sendo as primeiras 24 horas as mais críticas. Pela minha experiência, pelo seu diâmetro e por vir enrolado, o stress mecânico é grande.
Então, meu amigo, não se assuste se ao ligar achar o som ‘engessado’ e os extremos capados. Pois com 24 horas isso irá desaparecer totalmente.
O que mais demora a surgir é a profundidade na imagem. Aqui todos os Silver Dart necessitam dessas 100 horas para ganhar maior profundidade e largura, e junto maior arejamento nas altas e mais energia nos graves.
O que mais impressiona nos cabos Silver Dart é seu impressionante silêncio de fundo.
Se você tiver exemplos de voz à capela, solos de instrumentos bem gravados, irá se surpreender como as notas desabrocham deste silêncio com enorme contraste entre o silêncio e o som. Dando um grau de inteligibilidade na micro-dinâmica impressionante!
Nosso cérebro adora esse efeito, principalmente se temos como referência aquele momento em que ao vivo, as luzes se apagam e emerge daquela escuridão à nossa frente a música, e nos pega de surpresa, fazendo nossa atenção ser redobrada.
As pessoas me perguntam como reconhecer um melhor silêncio de fundo, e eu digo para fazerem uma analogia com a imagem do branco, entre o simples reconhecimento do branco, com múltiplos mais brancos. Só fazemos essa distinção quando temos a referência do menos para o mais branco, certo?
No som, o reconhecimento se dá pelo grau de informação adicional de micro-dinâmica que ouvimos com maior facilidade.
E sugiro a todos que possuem uma sala razoavelmente isolada do ruído externo, fazerem este exercício de observação do silêncio de fundo com o volume o mais baixo possível.
Pois se ainda assim, ao romper o silêncio, o som for absolutamente reconhecido, você irá observar que existem cabos mais silenciosos e outros menos.
E o silêncio de fundo tem um outro importante benefício, permitir que mesmo em volumes reduzidos (na calada da noite) ouçamos todas as frequências (mesmo os graves que são os mais difíceis de perceber quando reduzimos muito o volume). O Zavfino Silver Dart passou no teste com honra ao mérito, em todos os amplificadores e caixas!
Seu equilíbrio tonal é exemplar: graves com enorme energia, definição, velocidade e corpo. Médios naturais, timbres fidedignos e uma riqueza de detalhes encantadora. E os agudos têm excelente extensão, arejamento e um decaimento muito correto e suave.
Novos leitores têm muitas dúvidas, e muitos me perguntam o que significa “decaimento correto e suave”?
Os melhores exemplos para você saber se seu sistema tem ou não um bom decaimento nos agudos, é observar a ambiência e decaimento de pratos de condução. Quando ouvimos um prato que está marcando o andamento da música, e o baterista troca de prato, por exemplo, este prato que acabou de ser tocado continuará soando por alguns segundos – o som dele não pode ser ceifado assim que o baterista parou.
São exemplos seguros para a análise deste quesito.
Assim como observar o tamanho da sala de gravação pelos reflexos do som dos instrumentos soando, ou a quantidade de reverberação digital acrescentada na mixagem.
Muitos participantes dos Cursos de Percepção Auditiva, ficam surpresos com as diferenças audíveis entre decaimentos corretos e ceifados.
O Silver Dart de caixa é muito bom em nos apresentar o tamanho das salas de gravação e os decaimentos de pratos.
Seu soundstage depois de 100 horas de amaciamento, nos apresenta uma imagem sonora 3D excelente, com ampla profundidade e largura. Recorte e planos muito bem delineados, e foco quase que orgânico!
Sua apresentação de texturas é corretíssima, com apresentação de timbres ricos e uma facilidade em seguir as intencionalidades sem esforço algum.
Interessante que seu silêncio de fundo ajuda não só na inteligibilidade da micro-dinâmica, como também na riqueza de apresentação de paleta de cores nas texturas, como no equilíbrio tonal em volumes bem reduzidos.
Provando que todo o cuidado extremo do projetista no desenvolvimento do cabo, foi eficaz sonicamente.
Will, o projetista e fundador da Zavfino, parece ter uma preocupação enorme com resposta de transientes, pois em todos os seus textos técnicos, ele dá muita ênfase a este quesito.
Entendo perfeitamente sua dedicação, pois muitas vezes li e ouvi que cabos muito grossos, com fios muito torcidos e apertados, deixam o som seco e morto (imagino que este morto, se refira a um som letárgico, sem graça, sem ritmo correto).
Como toda regra tem suas exceções, os que acreditam nessa ideia, precisam escutar a série Silver Dart. Pois se tem algo que estes cabos são referência é justamente na resposta de transientes!
Andamento e variação rítmica perfeita! Não tem como não se deliciar em ouvir transientes neste cabo.
E novamente lembro: foi assim com todo o arsenal de amplificadores e caixas utilizados.Então não posso apenas imaginar que seja uma questão de ‘sorte’ com os equipamentos que tínhamos disponível no momento.
A micro-dinâmica é uma referência quanto a qualquer cabo correto de qualquer preço, e a macro-dinâmica também é exemplar! As passagens do pianíssimo ao fortíssimo são apresentadas degrau a degrau, sem perda alguma de inteligibilidade ou compressão no sinal.
Um bom exemplo sempre é o Bolero, de Ravel.
Com este cabo você poderá deixar o volume na altura correta, e ouvirá desde o pianíssimo inicial ao fortíssimo final, sem ter que ir abaixando o volume à medida que o som cresce (algo que deixa inúmeros audiófilos frustrados ao ouvir essa obra em seus sistemas, pois nunca acertam o volume correto, para não ter que ficar no controle remoto monitorando).
Estabeleça o volume certo, sente em sua cadeira, e desfrute desta obra que é quase que um mantra sonoro ocidental.
Corpo harmônico, para os que acham que cabos grossos soam magros, novamente: preparem-se. Pianos de tamanho quase real, contrabaixos, órgãos de tubo, clarones, sax barítonos e tubas – que o cérebro que tiver a referência real desses instrumentos tocados ao vivo, irá se deliciar com a apresentação em sua sala.
Com todos esses atributos, a organicidade (materialização física do instrumento ou voz na sua frente) será impecável!
CONCLUSÃO
Existem revisores críticos de áudio que detestam avaliar cabos. Eu jamais tive esse problema. Pois tinha apenas 18 anos quando vi a diferença brutal entre um cabo de campainha trançado e um cabo OFC da Furukawa.
E assisti a dezenas de audiófilos, incrédulos com a magia que a troca de seus ‘flamenguinhos’ pelo Furukawa fez em seus sistemas e suas caixas.
Depois, já na Audio News, com o contato com diversos novos cabos, eu apenas ampliei minha admiração pelo que bons condutores podem fazer em um sistema correto. Então sempre curti testar cabos. Dá um enorme trabalho, e não existe outro componente na cadeia de áudio tão delicado e exigente para se avaliar.
Por isso tanto tempo que pedimos aos fabricantes e importadores, na disponibilização, pois iremos passar pelo maior arsenal possível de componentes para dar uma avaliação segura a todos vocês.
Os cabos da Zavfino estão comigo há mais de seis meses. Valeu a pena poder tê-los por tanto tempo, então estou muito seguro de minhas observações, espero que ajude a todos vocês que estão na busca do cabo final para seus sistemas.
Trata-se de um fabricante que veio para ficar em nosso mercado, por dois motivos: preço e performance.
Leiam os fóruns internacionais e vejam o número de audiófilos que citam exatamente esses dois critérios na escolha deste fabricante.
Eu fiquei com o cabo de braço Silver Dart (que agora estou trocando pelo modelo Midas), RCA, para o pré de phono, e o de força para este mesmo pré de phono. E estou absolutamente satisfeito, pois consegui dar ao setup analógico uma coerência sonora que precisava tanto para avaliações como para minhas raras horas de lazer.
Se são argumentos suficientes para você conhecer esses cabos, ótimo, se não forem, acredito que em algum momento eles irão cruzar com o seu caminho. Seja apenas por curiosidade, por contenção de custos ou, o mais importante, pela sua performance.
Eles simplesmente merecem um lugar de destaque no mercado hi-end mundial.

Nota: 105,0
AVMAG #323
Audiopax

atendimento@audiopax.com.br
(21) 2255.6347
(21) 99298.8233
R$ 23.000

CABO DE CAIXA REALIZATION DA KUBALA SOSNA

Fernando Andrette

Só me dei conta do tempo que não testava um cabo de caixa da Kubala Sosna, ao ver que o Elation avaliei na edição 179 (junho de 2012)!
Lembro-me de ter feito uma longa introdução ao teste do Elation, para explicar como este fabricante de cabos hi-end americano foi galgando, ao longo dos anos, um lugar de destaque no cenário audiófilo, sem grandes campanhas de marketing ou grandes vendas em todos os continentes – procurando, desde sua fundação em 2002, o trabalho consistente de apresentar seus produtos em parceria com expressivos fabricantes de caixas e eletrônicos nos principais eventos nos Estados Unidos, Europa e Ásia.
O que mais me chamou a atenção no teste do Elation, foi ao visitar o site da empresa e ver um comparativo dos seus produtos com 32 concorrentes, mostrando um gráfico com as diferenças entre o eixo de capacitância e o eixo de indutância, e com uma pergunta logo abaixo: “O que isso prova?”.
E a resposta: “Honestamente, nada!”. Seguido da seguinte frase: “Muito embora nós sejamos diferentes ao utilizarmos nossa arquitetura OptimiZ3, ela não prova que somos melhores e sim que fizemos algo diferente.”
E, no segundo gráfico de impedância, uma nova pergunta: “Podemos dizer que soa melhor? Ele é singular, e não podemos confundir diferente com melhor”.
E em seguida um gráfico com uma onda quadrada quase perfeita, mostrando a qualidade dos cabos Kubala Sosna, independente de mudanças de cargas em qualquer extremidade do sinal.
O Realization era o cabo top de linha até recentemente, quando a Kubala Sosna apresentou o Ovation!
Sua bitola é bem maior que a do Elation, e ainda assim é um cabo flexível e não rígido, como muitos outros desta mesma espessura. Felizmente veio amaciado, o que só exigiu 24 horas para retirar o stress mecânico de vir enrolado.
Já vou fazer um adendo, antes de iniciar a avaliação, já que nossa caixa de referência, a Estelon X Diamond Mk2, utiliza internamente cabeação Kubala Sosna, então nada mais justo que realizar as primeiras impressões nela antes de colocá-lo em um arsenal de caixas e amplificadores que estavam em teste.
Vamos à lista de caixas acústicas usadas: Basel V01 (clique aqui), Dynaudio Contour Legacy (clique aqui), Audiovector Trapeze (clique aqui), Audiovector QR 7 SE (teste em breve), Perlisten S5t (teste será publicado no primeiro trimestre de 2026), Wharfedale Super Linton (clique aqui), Stenheim Alumine Two.Five (clique aqui) e Estelon X Diamond Mk2 (clique aqui).
Amplificadores: Air Tight ATM-1E (clique aqui), monoblocos Dan D’Agostino Progression M550 (clique aqui) e monoblocos Nagra HD (clique aqui).
Amplificadores integrados: Norma Revo IPA-140 (clique aqui), Moonriver 404 Reference (clique aqui), Dan D’Agostino Pendulum (teste em breve) e 3100 HV da T+A (clique aqui).
A mais importante conclusão, para um cabo de caixa, além de soar ‘correto’ é seu grau de sinergia e compatibilidade com o maior número possível de caixas e amplificadores.
E neste quesito, o Realization é matador!
Não destoou em nenhum par de caixas ou amplificação. Pelo contrário, em muitos casos acrescentando qualidades que em outros cabos de caixas não estavam tão evidentes.
Por mais que faça anotações minuciosas em meus cadernos pessoais dos produtos testados não posso, sem ter um Elation em mãos, falar com detalhes todas as diferenças.
Mas posso afirmar que, com as gravações feitas por nós, o que ficou mais evidente é o quanto as duas pontas no Realization possuem mais arejamento sem, no entanto, alterar o equilíbrio tonal nessas frequências.
A descrição mais exata seria dizer que o Realization possui mais folga e detalhamento nas pontas, permitindo o ouvinte observar informações sutis de ambiência, e a qualidade do reverb digital utilizado na mixagem das gravações.
Tudo com enorme naturalidade e conforto auditivo.
Ouso dizer que sua assinatura sônica é uma mescla de correção tonal com uma ‘pitada’, na medida certa, de eufonia, que faz com que apreciemos cada detalhe sem nos perdermos no secundário.
E essa é uma fórmula infalível para nosso cérebro parar de ‘macaquear’ e prestar atenção apenas no acontecimento musical.
Sua região média, graças ao seu impressionante silêncio, é muito rica, precisa e repleta de informações micro-dinâmicas, que em outros cabos não soam tão evidentes. Essa região média nos permite acompanhar sem esforço o todo, ainda que estejamos ouvindo uma variedade de instrumentos, como na obra Sagração da Primavera de Igor Stravinsky.
Nada se perde, tudo está à nossa frente e organizado, por mais caótica que seja uma passagem (e existem várias assim na Sagração da Primavera).
Outra diferença que ouvi em nossos discos, foi a apresentação dos planos, foco, recorte, altura, profundidade e largura, que no Realization são ainda mais impressionantes.
Os audiófilos que são ‘tarados’ por soundstage irão se deliciar com este quesito, e a forma com que o Realization apresenta os planos e o foco, e o recorte cirúrgico dos solistas e cantores!
As texturas no Realization são divinas! Possuem uma apresentação refinada das paletas de cores, enriquecendo os timbres dos instrumentos e mostrando que, na medida certa, cabos podem acrescentar sutilmente algo a mais sem comprometer o equilíbrio tonal e a naturalidade dos instrumentos acústicos e vozes.
Ele me lembra os excelentes prés valvulados, quando casados sinergicamente com powers do mesmo nível transistorizados, e nos dão aquele ‘molho’ na medida certa.
E que depois fica difícil voltar atrás!
Eu vejo exatamente isso no Sistema de Referência da revista, em que o casamento entre nosso pré valvulado e nosso power transistorizado é difícil de separar. Ambos casados se tornam quase imbatíveis!
O Realization tem essa característica, que depois que nosso cérebro assimila e se acostuma, sente falta quando é tirado.
Agora, como disse, é tudo feito de maneira tão sutil e requintada que nenhum quesito é comprometido.
E isso fica claro quando ouvimos as faixas para fechar a nota de transientes, e percebemos o quanto o Realization é correto na apresentação de tempo e ritmo! Sua capacidade de marcar o andamento da música é precisa.
E se tem algo que para mim separa os bons cabos dos excelentes, é ouvir a macro-dinâmica, intensamente marcante, porém com folga suficiente para não incomodar ou deixar o sinal comprimido nas passagens dos fortíssimos.
O Realization faz tudo com enorme autoridade impactante, porém com folga.
Tanto que para audiófilos que estão acostumados apenas com macro-dinâmica ‘nervosa’ e que geralmente comprime o sinal (as vezes deixando o som bidimensional), acharão no primeiro momento que o Realization não apresentou essa dinâmica da maneira que o audiófilo está acostumado a ouvi-la.
Muitos demoram a entender que, quando existe controle e folga, ouviremos o crescendo integralmente, sentiremos o deslocamento de ar e o decrescendo até o silêncio. E não apenas o impacto que, sem folga, parece estar separado do resto do acontecimento musical.
É o que chamo de ‘efeito pirotécnico’. Um ótimo exemplo é o momento dos tiros de canhão da Abertura 1812 de Tchaikovsky (Telarc Records), que em inúmeros sistemas os tiros encobrem completamente a orquestra. Já ouvi audiófilo dizer que a sensação que tem nos tiros de canhão é que a orquestra parou de tocar.
Com o Realization, o ouvinte não fará esforço algum para ouvir os tiros e continuar escutando plenamente a orquestra. Esse é um bom exemplo de macro-dinâmica com folga, meu amigo.
Já cantei a bola, alguns parágrafos acima, que com o exuberante silêncio de fundo deste cabo, a micro-dinâmica é impecavelmente reproduzida. Você não perderá nada do que está nos seus discos preferidos.
O mesmo em relação ao quesito corpo harmônico, que é reproduzido neste cabo da maneira mais fidedigna que a captação foi realizada, e que não se perdeu na mixagem ou na master final.
Como eu sei disso?
Ouvindo do nosso CD Timbres (Cavi Records), instrumentos como o Clarone, Contrabaixo e Cello!
Impecável sua apresentação, fazendo com que o nosso cérebro reconheça o tamanho ‘real’ dos instrumentos, relaxe e aprecie!
Com o Realization no sistema certo, ‘ver’ o que estamos ouvindo (organicidade), será constante em todas as boas gravações. Tanto em trazer os músicos em nossa sala, como – em gravações excepcionais – nos transportar até a sala de gravação!
CONCLUSÃO
Sinceramente não sei dizer a razão que nos levou a demorar tanto em avaliar este belíssimo cabo, e compartilhar com vocês nossas observações.
Pela consistência e expertise deste fabricante, fico imaginando o novo salto que o Ovation possa ter dado em relação ao Realization.
A todos que possuam o Elation (e sei que são alguns aqui no Brasil), se o seu sistema estiver à altura deste cabo, ouça-o! Pois as diferenças são significativas, em todos os quesitos.
Trata-se de um upgrade que será justificado tanto em termos de investimento, quanto de performance!
E para os que já possuem o Realization, preparem-se, pois como falei esse é um fabricante de cabos que não dá ‘ponto sem nó’!
Este cabo tem qualidades suficientes para justificar estar na lista dos que desejam aquele último ajuste em um sistema já azeitado, e seu grande diferencial é seu grau de compatibilidade muito alto.
Se anda pensando em um cabo de caixa definitivo, o Realization merece estar nessa lista.

Nota: 111,0
AVMAG #324
German Áudio

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