Eventos: IMPRESSÕES & INTERESSES NO HIGH END VIENNA 2026

Opinião: COMO SE AVALIA UM SISTEMA EM UMA FEIRA OU SHOWROOM?
6 de julho de 2026
HI-END PELO MUNDO
6 de julho de 2026

Christian Pruks
christian@avmag.com.br

Minha primeira reflexão é: não, este artigo não é uma ‘cobertura’ desse famoso evento – por vários motivos, aliás.

Organizado há anos pela empresa alemã High End Society, o evento HIGH END Munich, provavelmente a maior feira de áudio do mundo, teve sua última edição naquela cidade alemã ano passado (edição 2025) – e seu primeiro ano ocupando novas instalações é este, 2026, no belo e moderno centro de exposições ACV – Austria Center Vienna.

Ostensivamente, a escolha de mudarem de Munique para Viena se deu por considerarem as instalações lá melhores, de várias maneiras, e por ser o espaço maior. E maior é exatamente o que ele é, com profundos e largos corredores, e onde você deve levar em conta o desgaste do sapato ao ir visitar o evento. Como disse o Lucca Chesky, da Chesky Audio, que iniciou recentemente o circuito de feiras: “Use sapatos confortáveis na HIGH END Vienna”!

São mais de 500 expositores, com algo que oscila entre 800 e 1000 marcas de produtos apresentadas. E com 23.000 visitantes em 4 dias de evento. Se você tem medo de multidões, a saída do pessoal ao final do dia, é assustadora…rs…

Visitei a feira em Munique ano passado, e posso dizer que tanto a feira de lá quanto a de Viena são uma mistura de Maravilhamento e de Frustração. Porque olhar os equipamentos, acessórios, e imensidão de discos à venda, sentar e ouvir um pouco cada sistema com alguma música que lhe seja coerente para conhecer seus atributos de qualidade, e fazer isso com todas marcas e com todos os fones de ouvido, e andar absolutamente tudo isso em quatro dias, é uma tarefa impossível de ser feita – nem mal feita.

Entrada

E é necessário ser um atleta – e eu sou o oposto disso. Ano passado eu ouvi todas as salas com sistemas tocando na feira de Munique, mas acabei vendo a exposição de estandes superficialmente, pulando dezenas e mais dezenas de marcas – assim como tive que pular o World of Headphones, setor dedicado à eles, por uma mistura de falta de tempo com exaustão.

E isso porque eu, como imprensa, tenho credencial para os quatro dias do evento. Explico: a feira é aberta na quinta e na sexta para imprensa e profissionais da área credenciados. E o público geral final possuidor de sistemas e comprador, pode apenas visitar no sábado e no domingo.

Eu já acho os quatro dias escassos – imagina se fossem apenas dois!

Como imprensa, aliás, e como gordo com dificuldade de andar, passei por uma questão que eu achei absolutamente desnecessária – e que não ocorreu em Munique, mesmo em condições semelhantes. Com a credencial de imprensa pendurada no pescoço, que dava abertamente “Acesso à Todas as Áreas”, no primeiro dia em Viena tive o código de barras da credencial escaneado, tudo OK, acessei tudo normalmente sem precisar escanear de novo, nos três primeiros dias (como foi o que aconteceu durante todos os quatro dias em Munique).

Porém, nesse domingo, antes de ir ao ACV, fui visitar o HiFi Deluxe – um evento paralelo de poucas salas (e outros organizadores) que acontece todos os anos nos mesmos dias, e acompanha a feira principal desde Munique durante anos à fio – e conversar com a grande figura que é Manuel Huber da empresa suíça FM Acoustics (sempre um privilégio extraordinário). Ao chegar à tarde no HIGH END, fui direto aos pavilhões, ver os estandes, quando me pediram que andasse até à entrada principal para escanear meu crachá de imprensa de novo (o que não aconteceu em Munique), e por a pulseira para entrar no evento (que também não aconteceu em Munique). Argumentei que o crachá de imprensa já me dá acesso à todas as áreas (está escrito no crachá), e que não seria preciso eu fazer esse processo – no qual o funcionário insistiu. Falei que tinha dificuldade de andar, estava cansado, era o último dia, ofereci para mostrar um documento meu, e que não iria de maneira nenhuma andar até a outra entrada e pegar uma fila. Não com um crachá de imprensa pendurado no pescoço. No fim ele fotografou o meu crachá e me deixou entrar.

Burocracia estranha, mal pensada, mal atuada, desnecessária e desagradável.

O HIGH END Vienna são 5 andares (Levels -2, 0, 1, 2 e 3) de um centro de convenções em formato triangular, rodeado por salas de audição – e quando vi a quantidade e comprimento dos corredores que andei, eu pensei em pedir autorização ano que vem para andar de patinete elétrico (sério!). E, tirando a piada, na prática isso seria plenamente possível porque os corredores eram tão largos que se eu ficasse os quatro dias com os braços abertos, não relava em ninguém dos outros 22.999 visitantes!

Mapa de espaços

Além de todos esses andares de salas, acessíveis por elevadores e escadas rolantes, com os miolos dos triângulos sendo utilizados como auditórios para a imprensa e para um show ao vivo, lanchonetes ou simplesmente amplas áreas livres, ainda haviam 5 pavilhões de exposição (Halls X1, X2, X3, X4 e X5) com estandes montados, sendo que um dos quais continha o dito World of Headphones, que eu não consegui (de novo!) visitar inteiro – e vários deles tinham espaços como ‘cabines’ para 10 a 15 pessoas, com sistemas em demonstração e uma acústica que me surpreendeu pelo que é, já que era certamente algo melhor que o velho e ‘bom’ dry-wall, e que conseguiam reter decentemente os graves e assim fazerem boas demonstrações.

Então, pode-se ver, pelos números todos e quantidade de espaços, que o negócio é absolutamente gigantesco.

As salas no centro de convenções eram de acústica minimamente decente, apesar de serem em sua maioria menores que as salas do local em Munique – o que talvez até ajudasse empresas menores a pegarem uma sala, porque imagina-se que uma metragem quadrada menor deva custar menos. Porém, várias das salas tinham uma das quatro paredes de dry-wall ou gesso, não sei dizer, fazendo com que houvesse uma vazamento de som enorme com a sala adjacente – o que incomodava, mas não impossibilitava as audições. Como você pode ver, mesmo em feiras top, no Primeiro Mundo, problemas ocorrem. Nada é perfeito.

Quando fui para Munique, o que fiz teria sido um desgaste muito grande para eu fazer de novo este ano. Então fiz meu planejamento, selecionando ouvir e ver em Viena aquilo que me deixasse curioso, como coisas que eu nunca ouvi e marcas que mal sabia que existiam.

Dessa maneira, não tenho nem como dizer o que é “O Melhor da Feira”, nem nada disso. Então são Impressões & Interesses, de maneira desorganizada, sobre o HIGH END Vienna.

Claro que vi um monte de coisas boas, mas já conhecidas de todos. E vi uma grande quantidade de coisas ruins mesmo – sobre as quais, claro, não vou comentar. E já me perguntaram por que eu não falo mal daquilo que é ruim, e a resposta é: não queime uma empresa que pode estar tendo um mau momento, que pode melhorar proximamente, que está iniciando, ou que pode ter amplificadores bons sendo prejudicados por caixas ruins, e vice-versa.

AS MINHAS IMPRESSÕES & INTERESSES:

VINIL À VENDA – Comprei, novamente, no mesmo expositor, discos de vinil usados em prensagem japonesa ‘de época’, de música clássica, por 7 euros cada disco – ouro puro para fãs do gênero e usuários de analógico. Títulos de rock/pop, porém, mais requisitados estavam mais caros, assim como os de jazz. Cada um teria que mergulhar lá nesse estande e fazer seu próprio garimpo, de acordo com seus interesses e necessidades.

Haviam vários pequenos expositores vendendo vinil de seus específicos selos ou artistas – e aí o interesse não é geral, e sim do gosto de cada um. E havia uma área dedicada à uma boa quantidade e variedade de discos de vinil, todos zero km, com tudo que um audiófilo procura – com os numerosos títulos da Mobile Fidelity e de luminares como a Analogue Productions, entre muitos outros. Não achei os preços especialmente ‘promocionais’, e sim acho que a questão apenas era a conveniência de estarem na feira. Compradores inveterados de prensagens audiófilas zero km poderiam fazer a festa, mas não vi ninguém saíndo com sacolas e mais sacolas…

SALA DE IMPRENSA – No prédio principal, a Sala de Imprensa provia água e outras bebidas, salgadinhos e doces, além de bancadas para trabalho para quem fazia coberturas ao vivo ou diariamente, poltronas e mesas de reunião. E o pessoal foi muito simpático e prestativo, e pude conversar com alguns jornalistas de outros lugares do mundo, como da Noruega, e ver algumas caras conhecidas da mídia audiófila mundial. Foi, para mim, um local ótimo para um merecido descanso das pernas, e várias garrafas d’água – afinal era fim de primavera lá em Viena.

Sala de impresa

No primeiro dia, uma pequena conferência de imprensa apresentou o evento, sua primeira vez em Viena, e trouxe ao palco a ‘Embaixatriz’ Musical do evento, a cantora e compositora canadense de jazz Dominique Fils-Aimé – muito alto-astral e parecia estar andando sobre um permanente colchão de ar, como só artistas bem zen

conseguem fazer – que trabalhava com apoio psicológico à crianças autistas, e um dia na vida a música a encontrou (ou vice-versa). A organização tem trazido todo ano um “Embaixador Musical”, sendo que nos últimos anos foram os músicos e produtores Alan Parsons e Steve Wilson, o ícone do jazz Al Di Meola, e a cantora e compositora norueguesa Anette Askvik.

Neat Acoustics

NEAT ACOUSTICS – Uma marca inglesa cujas caixas eu sempre admirei – e com vários modelos que eu sempre cobicei – apresentou seu novo modelo de torre, a Vito Classic, com o amplificador/streamer novo da Cyrus. Tudo tocando redondo, e sendo apresentado pelo próprio Bob Surgeoner, que faz suas próprias gravações de nível audiófilo, como violonista e guitarrista, em seu estúdio caseiro, e as usa para fazer o acerto de todas suas caixas acústicas. Tive o prazer, inclusive, de ouvir nesse sistema uma dessas gravações!

T&W

T&W (THIERRY & WANGO) – Marca que eu nunca tinha ouvido falar, que descobri ser sediada em Hong Kong e dedicada à preservação de um tipo de driver planar inventado na França em 1961, chamado Ortophase – uma tecnologia que havia sido perdida em sua forma original, mas que essa empresa conseguiu recuperar por engenharia reversa. São 12 pequenos paineis de membrana bem fina, montados como dipolo, com zero crossover: cada painel totalmente full-range. A velocidade, impacto, graves e deslocamento de ar que nunca vi em uma planar – e com tudo correto e limpo, redondo!

O conteúdo que eu ouvi me deixou dúvidas sobre a clareza da extensão dos agudos, onde o ataque e o decaimento de pratos, por exemplo, soaram meio apagados, meio sujos. O milionário que eu sou, das 23hs (quando pego no sono) até às 7hs (quando acordo) compraria essa caixa ontem, e poria um bom super-tweeter ribbon, bem regulado – uma ideia simples que a minha imaginação teve, que imagino resolveria o que eu ouvi. Aliás, é preciso lembrar que essa ‘limitação’ pode muito bem ser contornada com outra eletrônica, etc e tal – para não tirar conclusões apressadas.

Thales Turntables

THALES TURNTABLES – Já conhecida dos brasileiros por seus excelentes toca-discos de altíssima precisão suíça, passei na sala da Thales só para cumprimentar o projetista, Mischa Huber, mas ele ainda não havia chegado ainda. Surpreenderam-me, porém, as caixas da Manger que estavam sendo usadas para demonstração – foi a primeira vez que as ouvi que gostei do som.

Final Audio

FINAL AUDIO – A holandesa Final Audio faz caixas eletrostáticas muito elogiadas, em sua maioria híbridas com o subwoofer dinâmico agregado, e com o modelo 15+ topo de linha – que estava em demonstração – usando um sub externo o qual, na minha opinião, é necessário. Mesmo entrando na discussão sobre o casamento de velocidade entre um painel eletrostático e um woofer dinâmico, esse problema não saltou à percepção ou sequer incomodou na minha audição delas. Tudo correto, dentro dos conformes em Equilíbrio Tonal e em encantamento – meus parabéns à Final!

Wiener Lautsprecher Manufaktur

WIENER LAUTSPRECHER MANUFAKTUR (WLM) – O nome significa literalmente Fábrica Vienense de Caixas Acústicas! E, além do evento vir pela primeira vez para a cidade deles (imagino o alívio no preço do frete… rs…) eles ainda fizeram uma belíssima apresentação de uma de suas novas caixas acústicas, a modelo 300 B. Design bonito, som correto e equilibrado, com excelente timbre – uma das minhas preferidas do evento!

Advance Paris

ADVANCE PARIS – Essa empresa francesa deu uma melhorada no visual de seus equipamentos nos últimos anos, e têm sido bastante elogiados por muitos – então estavam na minha lista de marcas para ouvir, porém na feira de Munique no ano passado, estavam tocando um repertório horroroso que não deu para ter a menor ideia da qualidade de som. Este ano, em Viena, tocaram bonito com caixas Vienna Acoustics, com timbre bonito e som limpo.

Peak Consulting

PEAK CONSULTING – Essa fabricante de caixas está no mercado há poucos anos, mas têm um pedigree muito mais antigo: seu fundador é Wilfried Ehrenholz, que também foi co-fundador da Dynaudio, anos atrás. A sonoridade das caixas é voltada a uma precisão e correção semelhante a caixas como a Perlisten ou mesmo a própria Dynaudio. Top 5!

Boenicke

BOENICKE – Passei aqui para cumprimentar a grande figura que é o Sven, projetista e fundador, que me mostrou a versão Mk2 de sua diminuta bookshelf W5 – que encheu a sala de som com um grave e uma autoridade que faz todo mundo coçar a cabeça quando a ouve. Um dos melhores corpos harmônicos que já ouvi em uma caixa bookshelf pequena!

Eversolo

EVERSOLO – A fabricante de streamers e DACs estava com seus streamers em muitas salas, em muitos sistemas do evento, mostrando a que vieram – e isso, por si só, já é digno de nota. Interessante foi ouvir também seus amplificadores, com o novo transporte streamer T10, o master clock C10, e o DAC R8, além de um par de novos amplificadores de potência (entre outros lançamentos), e tocando um par de caixas grandes alemãs da Joachim Gerhard, modelo Cerubin 2. Surpreendente, correto, equilibrado, profundo e limpo. O conjunto me causou ótimas impressões!

Franco Serblin

FRANCO SERBLIN – O próprio Franco Serblin, falecido em 2013, foi o fundador original da Sonus Faber – e desde então a empresa que leva seu nome é mantida em sua alta qualidade de design e construção por seu genro, Massimiliano Favella. O demonstrador, lá em Viena, não sei se era o próprio Favella, mas ele ficou muito feliz de eu conhecer a Ktéma – uma caixa torre da marca. E eu fiquei profundamente impressionado pela beleza do som, principalmente dos médios da caixa bookshelf que estava sendo demonstrada com DAC e amplificação da Nagra, e transporte Accuphase.

Livebox

LIVEBOX – A Livebox é uma espécie de soundbar para gente grande. O modelo apresentado é a mais recente versão, o mais recente fruto de uma associação de três empresas suíças: Weiss (na parte de áudio digital), a PSI Speakers (que faz monitores de estúdio) e a Illusonic (especialista em processamento digital). O resultado? Uma soundbar grande, que não usa sub separado (e nem precisa), que toca correta e bem, e que tem processamentos digitais, como cancelamento de crosstalk, que fazem ela ter uma excelente e surpreendente ilusão de palco (apenas para quem está no sweetspot). E não se preocupem, porque ela vem uma tela que faz o produto ficar visualmente palatável.

Barbeiro da Onkyo

O BARBEIRO DA ONKYO – Como curiosidade, a Onkyo pôs um barbeiro performático trabalhando no corredor em frente à sua sala, suponho que gratuitamente – e eu até pensei em dar uma (a)parada, mas já não tenho nada muito apreciável em forma de cabelo, e minha barba já tinha sido ajustada logo antes da viagem.

Wharfedale

WHARFEDALE – Uma empresa que admiro bastante, que hoje estão entre as melhores opções de caixas de entrada e intermediárias – algumas das quais estão na minha lista de interesses faz tempo – lançou sua nova topo de linha, a versão atualizada da Rosedale, um caixa ‘quase’ torre, de chão, com woofer de 15 polegadas. Ela me deu a impressão de ter “mais fichas para dar” (como diz o Fernando Andrette) do que com o pré e power Quad sendo usado para demonstração. Espero um dia poder ouví-la em profundidade. O projetista Peter Comeau, sempre um gentleman inglês, estava lá, e já conversamos algumas vezes, inclusive em Munique ano passado. E ele deve me achar um chato de galocha…rs…

Castle

CASTLE – As caixas torre da Castle – uma empresa do mesmo grupo da Quad e da Wharfedale – estavam tocando belamente em um nicho na área externa, decorado à maneira britânica e com uma bela poltrona de couro. Me causaram ótima impressão, apesar de não poder ouvir mais alto ou um conteúdo que eu conheça melhor.

Epos

EPOS – Finalmente ouvi as torres da Epos – e são corretas, equilibradas, limpas e precisas – um tributo a seu engenheiro, Karl-Heinz Fink, que estava lá demonstrando eles e foi muito simpático. Agora conheço os três projetistas de caixas acústicas que mais admiro hoje no mundo: Karl-Heinz Fink (Epos, Castle, Q Acoustics), Andrew Jones (Elac, MoFi), e Peter Comeau (Wharfedale).

Guru

GURU – A sueca Guru estava demonstrando – com eletrônica da Pro-Ject – suas novas books suspensão acústica modelo Elements No.15, com woofer de 8 polegadas. Me impressionaram de várias maneiras, com som cheio com bom corpo e bons graves (mesmo sendo suspensão) e com agudos limpos e corretos. Desenvolvidas pelo engenheiro acústico e especialista em psicoacústica sueco Ingvar Öhman, é uma marca que eu não conhecia, e que já entrou no meu caderninho de interesses.

FM Acoustics

FM ACOUSTICS – A empresa suíça estava, como sempre, no show anexo, o HiFi Deluxe, duas quadras de distância. Deixar de ouvir o sistema completo de pré de phono, pré de linha, powers monobloco e caixas acústicas piramidais da FM, é perder de ouvir a dinâmica, micro-dinâmica e textura mais realista que eu já ouvi. E, novamente, altos papos musicais – e grandes risadas – com a enciclopédia musical humana que é o Manuel Huber, é um dos pontos altos pessoais meus.

Chesky Audio

CHESKY AUDIO – A empresa americana nova, hoje ainda em seu segundo produto – as caixas acústicas LC2 – já está fazendo um bocado de sucesso em todo lugar que vai. O fundador é o jovem Lucca Chesky (filho do famoso músico e engenheiro de gravação David Chesky). As novas books LC2 são um pouco maiores do que as ótimas LC1, e têm o mesmo tipo de som limpo, correto, equilibrado, dinâmico, mas com um pouco mais de graves, e capazes de dominarem uma sala de bom tamanho.

Dutch & Dutch

DUTCH & DUTCH – A empresa holandesa só faz caixas ativas, que carregam DSPs complexos com sistemas de correção, assim como com graves do tipo Constant Directivity, etc. Estavam na minha lista para serem ouvidas – e assim foram as 6c ou 6s (não tenho certeza de qual modelo, especificamente), recém lançadas irmãs menores da mais famosa 8c. O som, tocando um disco extremamente ardido e seco, que eu conheço muito bem, era limpo e correto, com baixíssima fadiga e alta clareza – o que me impressionou profundamente! Esse sistema de Constant Directivity, combinado com a Room Correction que suas caixas fazem, trazem um grave muito seco e que perde aquela ‘gordurinha’ que o faria mais natural e mais gostoso – mas suponho que isso possa ser regulado.

Diptyque

DIPTYQUE – Passei, de novo, nas lindas e sonoramente incríveis caixas planares da francesa Diptyque, este ano com seu novo modelo DP170, uma caixa de três vias com 1.7m de altura. Puseram para tocar uma percussão, e literalmente teve um momento em que todo mundo deu um pulo de susto com um transiente espetacular. Um pouco de pirotecnia é válido em uma demonstração… hehehe…

Kaiser Kawero

KAISER KAWERO – A alemã Kaiser chamou minha atenção ano passado em Munique. Até hoje não ouvi uma caixa que dê a dimensionalidade do acontecimento musical como a caixa topo de linha deles, modelo Minal, dá. É uma ‘estupidez’. Se o disco foi gravado em um estádio de futebol, a apresentação, o palco, nessas caixas fica do tamanho de um estádio de futebol. Incrível!

Dominique Fils-Aimé

SHOW DA DOMINIQUE FILS-AIMÉ – Como ela estava atuando como Embaixatriz Musical no evento, realmente um show dela lá era esperado – e foi pago, não gratuito, no sábado à noite, logo após o evento, no Level 1 ou 2. Um palco com um sistema de P.A. amplificado, e devia ter acho que umas 200 pessoas, se tanto.

A organização achou por bem não por cadeiras, e eu vi muita

gente incomodada de ficar mais de hora em pé (sempre tem bastante cabeças brancas nesse tipo de eventos) – e eu mesmo não fiquei quieto e arrumei uma cadeira, com ajuda de uma pessoa da organização. A Dominique, que é uma gracinha de pessoa, canta tão bem ao vivo quanto em seus discos de estúdio, e o show de uma hora e pouco valeu cada centavo (apesar do som não ser hi-end… rs!), trazendo músicas de seu novo disco, e alguns sucessos anteriores (para mim, mais interessantes). Ela estava, nos outros dias de feira, autografando discos de vinil dela que estavam lá sendo vendidos.

QUEM FEZ FALTA?

Várias marcas eu queria ter ouvido e conhecido equipamentos, que não vieram ao show, como a própria Nagra, e a nova caixa Jones and Cerreta, do Andrew Jones, entre várias outras.

Mas, vale citar alguns nomes menos conhecidos que eu tenho em uma lista de interesses: PlatiMon, Ophidian, Adam Vox, Songer, Lyritec, SoundScape, Xavian, Colibri 33, Kerr, Jaeger-Thelen, entre outras várias.

Também deixei de ver várias coisas – a mesma sensação que tive em Munique ano passado, de estar perdendo, mas por pura falta de tempo, e um pouco falta de atletismo meu.

Se puder ir no ano que vem, e ver se a organização pegou mais o jeito do lugar e do uso do mapa – que não era lá muito fácil de usar e no app simplesmente não estava funcionando – eu vou fazer a mesma coisa que me propus a fazer este ano: ouvir aquilo que não conheço e que achei que possa ser interessante, me informando antes.

Claro que tem algumas marcas que não perco de ouvir de novo, por puro privilégio – e algumas pessoas especiais e gente boa que eu conheço do ramo, como o casal do site HiFi Pig – Stuart e Linette – que sempre foram gente boa pacas, e valem mais que uma conversa rápida de corredor.

Se eu irei no High-End Vienna 2027? Muito cedo para responder – mas esse mundo tão vasto do Áudio, vale repetidas visitas, com certeza – sempre se descobre algo novo e interessante!

E é sempre mais que um trabalho – é uma paixão!

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