

Fernando Andrette
fernando@avmag.com.br
Um estudo publicado recentemente na revista Scientific Reports, criou o maior alvoroço nas redes sociais com a possibilidade de fones de ouvido Bluetooth aumentarem o risco de nódulos na tireoide.
A pesquisa analisou dados de 600 usuários, e aplicou Inteligência Artificial para identificar fatores associados ao problema. Foi o suficiente para serem criados vídeos que apresentaram o resultado como comprovado.
Só que esses ‘formadores de opinião’ esqueceram de consultar os próprios autores do estudo, que afirmaram categoricamente que essa análise mostra apenas que os fatores aparecem com frequência sem indicar se um provoca diretamente o outro.
Pelo fato de a glândula tireoide ser um órgão sensível à radiação não ionizante, tanto Bluetooth quanto Wi-Fi e celulares podem ter alguma relação – a qual ainda está sujeita a mais investigações.
E os autores do estudo reforçam que as evidências em humanos precisam ser mais estudadas, e o número de participantes exponencialmente ampliados por idade, raça e tempo de uso desses equipamentos citados.
Além disso, os autores das pesquisas deixaram claro o limite da conclusão, pois se tratou apenas de dados autodeclarados pelos participantes: uma amostra concentrada em jovens e com ausência de validação clínica presencial.
Para estabelecer uma prova direta e contundente, seriam necessários estudos perspectivos de longo prazo, e replicação em populações distintas.
Portanto, para os otorrinolaringologistas o principal problema continua sendo a saúde auditiva – que infelizmente parece não ter a mesma repercussão que teve essa matéria do Bluetooth.
O que faz o ser humano se impactar com hipóteses mais do que com fatos comprovados? O motivo será pela perda auditiva ser gradual e indolor? Ou por achar que os volumes em que ele escuta em fones são seguros?
As estatísticas não mentem: segundo a Organização Mundial da Saúde são um milhão de jovens ao ano que apresentam algum tipo de perda auditiva ou sintomas permanentes de zumbido no ouvido, dificuldade de ouvir alta frequência e reconhecer sons em baixo volume.
E fico me perguntando: será que se a perda auditiva viesse com algum tipo de dor permanente, as pessoas se conscientizariam da gravidade do problema?
Ou os números continuariam a ser assustadores?
Você, que é nosso leitor, acredito que já tenha se conscientizado da gravidade da situação e já tenha aposentado aquele seu fone que, para ouvir graves, exigia que você o ouvisse em volumes absurdos.
E tenha entendido que um bom fone com um excelente equilíbrio tonal, possibilitará audições em volumes seguros.
Mas precisamos fazer mais, e alertar a amigos, familiares, colegas de trabalho, que o problema é grave mas tem solução.
Se cada um de nós fizermos nossa parte, quem sabe revertamos o problema e esses números alarmantes divulgados anualmente pela OMS passem a diminuir gradativamente.
Enquanto tivermos esse canal de divulgação de fones de ouvido, manteremos nossa campanha de Prazer Auditivo com a Máxima Segurança!
Aos amantes de bons fones, faço um convite: não deixem de conhecer e degustar os lançamentos no nosso Workshop Hi-End Show 2026, no final de abril próximo.
Muitos dos lançamentos estarão com descontos e condições de pagamento!
Espero vocês lá!