Teste 1: DAC NADAC D & MASTERCLOCK NADAC C DA MASTER FIDELITY

Teste 2: CAIXAS ACÚSTICAS PIEGA COAX 811 GEN 2
6 de julho de 2026
AUDIOFONE – Teste 1: DAC IFI AUDIO GO LINK 2
6 de julho de 2026

Fernando Andrette
fernando@avmag.com.br

EPÍTOME DIGITAL

Muitos dos nossos leitores talvez estranhem a chamada de capa que usei para descrever o DAC e o Master clock NADAC, mas o objetivo foi deixar claro que o que irei detalhar é que ambos são um exemplo de inovação e excelência em termos de topologia digital e, portanto, merecem assim serem apresentados.

Peço que se sentem confortavelmente pois, infelizmente, para descrever ambos os produtos, precisarei de um tempo adicional de todos vocês.

O que posso garantir é que, se me acompanharem até o final, terão a oportunidade de conhecer dois produtos que estão reescrevendo a história dos conversores de digital para analógico hi-end!

Imagino que a empresa canadense Master Fidelity possa ser completamente desconhecida para muitos de vocês, o que também era para mim até uns dois anos atrás.

Então iniciaremos esse teste apresentando a Master Fidelity e as pessoas responsáveis pela empresa. Primeiramente, o designer suíço Dominique Brulhart, com 33 anos de mercado na área digital, e que participou da criação da famosa workstation Pyramix e das interfaces Horus e Hapi na Merging Technologies.

E o engenheiro de gravação Weishen Xu, que nasceu na China, mas mora há muitos anos no Canadá e iniciou sua trajetória musical como engenheiro de gravação em 1980. E que, por este motivo, teve contato por muitos anos com os produtos da Merging Technologies, o que o levou a conhecer e se tornar amigo de Dominique Brulhart.

Dessa amizade e troca de impressões sobre novos mercados potenciais, eles convenceram a diretoria da Merging a investir no desenvolvimento de uma linha de produtos para uso doméstico e assim nasceu a divisão Merging NADAC.

Os produtos iniciais desta nova divisão foram: o streamer Merging+Player, fonte de alimentação Merging+Power, e o Merging+Clock.

Com o sucesso dessa nova divisão, criou-se a filial no Canadá da Merging Nadac.

Quando a Sennheiser comprou a Merging Technologies em 2015, tornou-se impossível continuar usando o nome Merging, então manteve-se NADAC para os produtos e Master Fidelity como a nova marca.

COMO MASTER FIDELITY: UM NOVO COMEÇO

Tanto para Dominique como para Weishen, ficou claro que a nova empresa precisaria de algum grande diferencial para conseguir visibilidade e para furar a bolha do mercado hi-end superlativo, com marcas já muito bem estabelecidas.

E a escolha recaiu em revisitar o 1-bit e resgatar uma ideia que pareceu promissora desde que a equipe de engenheiros da Philips lançou o famoso chip TDA-1547 com a tecnologia 1-bit em 1988.

Um chip que foi bem recebido na época, por algumas qualidades bem audíveis, como: uma maior linearidade na resposta, altíssima taxa de amostragem com uma maior precisão na reprodução, melhor reposicionamento da modelagem de ruído (deslocando o ruído de quantização para fora do espectro audível) e a principal vantagem do 1-bit – sua arquitetura – bem mais simples que a do multibit.

Porém os engenheiros da Philips na época, tiveram que’ jogar a toalha’, pois para sua implantação, não havia na época como melhorar o jitter e nem aperfeiçoar o clock, sem que os preços se tornassem proibitivos em relação aos DACs multibit.

Avaliando todas essas características, a Master Fidelity tomou a decisão de seguir por esse caminho.

Como descreveu Weishen Xu, em uma recente entrevista para uma plataforma de áudio, revisitar essa topologia “abriu uma caixa de Pandora”, pois houve inúmeros desafios tecnológicos.

Começando pelo fato de que uma amostra de 1-bit, ao contrário de uma multibit, só pode representar dois valores. E operações não lineares, como ajuste de volume, podem causar distorções ou interferência.

Depois de resolvido esse problema, veio a parte de comparar o 1-bit com os DACs que utilizam conversores digital-analógico de grandes fabricantes, como AKM, ESS e CS, e os fabricantes que utilizam circuitos FPGA/CPLD programáveis com componentes discretos.

Mesmo sabendo que essa escolha depende muito do desempenho do software, que neste ‘pacote’ inclui a qualidade do clock, fonte de alimentação e de todos os componentes que serão utilizados, a opção 1-bit continuou se mantendo a mais sedutora e promissora em termos de performance.

Para driblar esses obstáculos, eles optaram por encomendar a diversos profissionais de circuitos integrados a produção de seus componentes e passaram a se debruçar sobre o conceito NADAC de controle de volume. Esse controle de volume do DAC D consiste em um circuito controlado digitalmente com 20 relés com circuitos de controle ativo (ao contrário de muitos DACs PCM/DSD multibit que utilizam apenas um circuito integrado).

PRÓXIMO DESAFIO…

Com sua arquitetura de 1-bit puro, e o NADAC D fechado, o próximo passo era o jitter de clock, pois é sabido que este impacta negativamente a experiência subjetiva de audição que, para muitos, no momento da reprodução, pode perder a precisão de foco, recorte, profundidade, criando uma sensação de menor inteligibilidade e compactação da imagem sonora em variações dinâmicas intensas.

Para contornar o problema, buscou-se melhorar o desempenho e a sincronização do clock de cada dispositivo individualmente, com a implementação de um clock mestre, para se ter uma central de comando de sincronização.

O NADAC C utiliza um cristal de corte SC de alta estabilidade. Segundo o fabricante, este cristal passa por um pré-envelhecimento de até 120 dias antes de ser montado no oscilador.

Os componentes periféricos, como resistores e capacitores, são projetados para aplicações de pulsos de alto desempenho e servem para garantir a transmissão precisa de 10 MHz. Além de possuir um sistema de temperatura constante dentro do próprio oscilador de cristal, tudo isso para garantir a máxima pureza do sinal de 10 MHz, tanto em baixas quanto em altas frequências.

O NADAC C possui uma porta de saída de clock de 625 kHz, projetada especificamente para fornecer uma fonte de sincronização externa para equipamentos que só aceitam dispositivos de clock de 625 kHz – e mais 5 saídas clock de 10 MHz – garantindo que o sinal de sincronização enviado a cada equipamento digital seja o mais perfeito possível.

DESIGN E RECURSOS

O que é a tecnologia nativa True 1-bit?

Essa é a primeira pergunta que eu mesmo me fiz quando comecei a estudar o produto.

O site da empresa nos diz o seguinte: “Os DACs multibit tradicionais, como os de 5 bits (AKM), 6 bits (ESS) ou R2R de 20 bits (TI), têm problemas de não linearidade. Ainda que o atual produto ESS ES9039 Pro tenha praticamente eliminado esse problema, essa tecnologia ainda apresenta sutis inconsistências de não linearidade.

“E um DAC de 1-bit verdadeiro possui ainda melhor linearidade que qualquer multibit. E os desafios de um DAC de 1-bit verdadeiro, depende muito de algoritmos. E o processamento de 1 bit (SDM) requer habilidades matemáticas avançadas.

“Nosso maior desafio foi que não existem mais dispositivos adequados para a fabricação de DACs de 1-bit, então tivemos que recorrer e encomendar a empresas especializadas em circuitos integrados e a personalização de dispositivos dedicados.

“A fonte de alimentação do NADAC D é híbrida, com o sistema analógico usando um sistema de alimentação baseado em um transformador e o sistema digital usando uma fonte de alimentação chaveada de alta qualidade e um sistema de estabilização de tensão linear multiestágio.”

Pesando quase 10 kg, o NADAC D possui um acabamento primoroso. Em uma cor prata e com uma enorme tela de toque, para o usuário definir a entrada que deseja usar (AES/EBU, Coaxial, USB-C, SPDIF, entrada de Clock e a dedicada Ravena).

Nesta tela, ele também pode escolher entre os seis filtros digitais, além de controle do volume, caso ele não queira passar o sinal por um pré de linha. Seu controle remoto dará acesso à troca de entradas e ao volume.

Ainda do lado direito, no painel frontal, o usuário terá duas saídas para fone de ouvido. Nas costas, além de todas as entradas já mencionadas, existe uma saída RCA e uma XLR.

OUVINDO PRIMEIRAMENTE SÓ O NADAC D SEM O SEU PARCEIRO

O NADAC D realiza upsampling de PCM até 96 kHz para DSD128, e de PCM de 176.4 kHz até 384 kHz para DSD256.

Então tudo que o ouvinte colocar passando por ele sofrerá upsampling, OK?

Para o teste, utilizamos nosso Sistema de Referência – sistema todo Nagra, veja lista no final do teste – e apenas duas caixas acústicas: a Estelon X Diamond Mk2 e a Piega Coax 811 (leia o teste 2 nesta edição).

O conjunto da Master Fidelity veio amaciado para o Workshop Hi-End Show, o que nos ajudou muito, tanto no evento quanto para a realização do teste. Pois pudemos nos concentrar em avaliar o produto por dois meses, e ouvi-los separados e em conjunto.

Mesmo quando o produto já vem amaciado, iniciamos a avaliação com uma primeira impressão, que é feita exclusivamente com os discos produzidos por nós: Genuinamente Brasileiro vol. 1 e 2, CD Timbres e os SACD do André Mehmari e do André Geraissati, além de algumas faixas das Masters que temos da coleção lançada por nós na capa da Musician, da gravadora Naxos.

E como sempre, faço inúmeras anotações em meus cadernos particulares, que já passam de 20, e que já instrui aos meus filhos a queimarem quando eu não estiver mais neste plano.

Como disse, acompanho esses dois produtos há dois anos, então não tem como não ter lido todos os reviews e entrevistas que saíram neste período. E, antes de sentar-se para ouvi-los, disse a mim mesmo que não gostaria de cair na armadilha de compará-los com setups analógicos de referência. Pois foi esse o caso de muitas conclusões a que os revisores chegaram.

E alguns mais impressionados arriscaram dizer que os NADACs soam como uma “Fita Master” e não como um LP, em termos de beleza e encanto sonoro!

Bem, vamos aos fatos.

O NADAC D tem um conjunto de virtudes que saltam aos ouvidos instantaneamente. A primeira e a mais importante, na minha concepção de áudio superlativo, é a de não colocar energia onde não há necessidade (será essa a razão de alguns revisores o associarem com o analógico?).

A regra parece ser: mantenha-se alinhado e apenas execute!

A segunda virtude indiscutível, é a riqueza harmônica e a fidelidade tímbrica. Meu amigo, se o invólucro harmônico dos instrumentos for captado e preservado na mixagem e masterização, estará presente e detalhadamente reproduzido.

“Andrette, como eu posso reconhecer essa riqueza harmônica no meu sistema?”

Eu sempre indico nos nossos Cursos de Percepção Auditiva os instrumentos de cordas, todos eles sem exceção. Eu pessoalmente aprecio os violinos, cellos e contrabaixos (acústico e elétrico), mas você também pode ampliar esse universo, para violões, bandolim, banjo, harpa…

Quando temos uma reprodução correta do timbre do instrumento, e do seu invólucro harmônico, a ‘expressividade’ do músico se amplia de maneira que observamos as mais ínfimas alterações, sem perdermos o todo.

Nosso cérebro ama desfrutar de audições tão ricas, detalhadas e expressivas!

E a terceira grande virtude do NADAC D é, sem dúvida, sua precisão de tempo. A música jamais parecerá arrastada ou letárgica, seja qual for o gênero musical que esteja sendo reproduzido.

Para quem aprecia a sensação de sentir a pulsação da música, e não apenas ouvir como plano de fundo para outra atividade, eu lhe garanto que será impossível não parar e ouvir atentamente o que está tocando.

Certamente, se você é um leitor atento de nossos testes, já deve ter formulado a seguinte pergunta: “os outros DACs testados recentemente também não possuem essas mesmas virtudes?”

Boa pergunta! Sim, os DACs acima de 105 pontos por nós testados são muito bons nesses quesitos, porém tem um ponto que diferencia o NADAC de todos os outros excelentes conversores digitais/analógicos por nós testados.

No entanto, só falarei dele no final, quando introduzir no teste o Clock Nadac,

Eu pedi paciência, não pedi?

SIGAMOS…

Eu vou resumir a avaliação dos 8 quesitos, pois senão esse teste ficará muito longo e parece que as pessoas estão cada vez menos interessadas em lerem integralmente tudo que tenha mais que duas laudas…

Resumidamente, o NADAC D passa com ‘honra ao mérito’ em todos os quesitos da nossa Metodologia.

Sendo que, Equilíbrio Tonal, Textura, Transientes e Dinâmica se destacam dos outros quatro quesitos.

JUNTANDO A DUPLA

Ao introduzir o NADAC C é que temos uma ideia completa do nível de performance do NADAC D.

Isso significa que só podem trabalhar em conjunto? Claro que não, mas o conjunto pertence a um grau bem acima em termos de performance final.

Pois, quando repassamos todas as 80 faixas dos 8 quesitos da Metodologia, com o conjunto, o crescimento foi significativo!

VAMOS AOS EXEMPLOS

Equilíbrio tonal: sem o clock, não é possível ter em mãos mais de uma opção de filtro, dependendo da qualidade técnica da gravação. Vou dar um exemplo: Fragile do Yes, sem o NADAC C, era o Filtro 2 que tocava melhor, sem nenhuma dúvida!

Com o clock, esse mesmo CD pode ser ouvido com prazer, tanto no Filtro 1 quanto no Filtro 2 (leia a descrição dos filtros em um box adicional ao teste).

Outro exemplo: Astor Piazzolla – The Vienna Concert. Sem o NADAC C, Filtro 2. Com o clock: Filtros 1, 2 e 4.

E o detalhe: observações audíveis de diferença de todos os filtros permitidos para aquela gravação.

Sem alteração do equilíbrio tonal!

Isso, meu amigo, é algo que eu nunca constatei em DAC Superlativo algum!

Pois geralmente você acaba escolhendo um filtro para a média de sua coleção, e esquece que existem opções, pois, na maioria, parecem mais um ‘cobertor de pobre’, que cobre de um lado e descobre do outro!

Outra observação: melhora impressionante da microdinâmica com o clock. Obviamente, todo clock eficiente melhora o silêncio de fundo, mas o NADAC C permite que melhore a inteligibilidade na microdinâmica sem, no entanto, deixar a informação analítica ou nos fazer desviar a atenção cada vez que um detalhe aparece.

Exemplo: ainda no CD do Astor Piazzolla – The Vienna Concert, o quinteto está distribuído com o piano no canal direito e a guitarra no canal esquerdo, e o bandoneon, violino e contrabaixo entre as duas caixas. O piano chega a soar fora da caixa direita, porém a guitarra soa o tempo todo dentro da caixa esquerda.

Sem o NADAC C, no Filtro 2 tem momentos do solo de bandoneon em que a guitarra some. Para acompanhá-la, você irá perder detalhes do todo. Com o clock, no Filtro 2 há zero esforço para escutar a guitarra do começo ao fim – e se você optar pelo Filtro 1, que é mais transparente, será ainda mais audível e mais fácil de ouvir ela e o ‘todo’!

Com o NADAC C, tudo se torna mais refinado, natural e impactante. A ponto de nosso cérebro se chocar quando voltamos para audições só com o NADAC D.

Como meu pai sempre dizia: “O excelente é inimigo do ótimo, que é inimigo do bom”.

Nunca foi tão verdadeira essa frase!

Pois, ao introduzir o NADAC C no circuito, tudo se torna absolutamente mais orgânico e sedutor.

CONCLUSÕES

São inúmeras as conclusões que extraímos da convivência com esse conjunto da Master Fidelity.

A primeira é a riqueza de possibilidades que esse conjunto disponibiliza ao usuário, de resgatar integralmente sua coleção de CDs.

E o mais incrível é que você terá ainda à disposição seis filtros, para escolher com qual irá extrair de gravações tecnicamente limitadas, o melhor para aquela gravação.

A segunda conclusão é que esse ‘combo’ é o primeiro digital superlativo que não possui uma única assinatura sônica, pois ele se adapta e extrai de cada gravação, com enorme fidelidade, o que foi gravado.

Exemplo: se eu optar por usar somente o Filtro 1, teria que, no gráfico de Assinatura Sônica, cravar que se trata de um DAC Transparente.

Se eu optar por apenas usar o Filtro 6, terei que afirmar se tratar de um DAC Eufônico.

E se eu escolher ouvir todos os meus CDs sempre com o Filtro 2, afirmarei que sua assinatura sônica é Neutra.

E ainda tenho três opções de filtros para alguns CDs que, por alguma peculiaridade ‘técnica’ que desconheço, sejam mais bem reproduzidos com uma delas.

E, por fim, tenho que ser sincero com você, leitor, e dizer que, em nenhum momento em que estive avaliando esse combo, fiz algum paralelo com o melhor do analógico.

O tempo todo eu me impressionei e me emocionei com o resultado do que estava sendo apresentado. E meu cérebro apenas me disse: isto é muito natural e real para ser expresso por alguma ‘nomenclatura’ audiófila!

Resultado: Os NADAC D e C, são versáteis e inovadores demais para serem comparados com outros grandes DACs superlativos.

Eles, no momento, estão com a bola do jogo, e a concorrência precisará de muito esforço e genialidade se quiserem enfrentá-los em pé de igualdade.

Se você tiver ‘cacife’ para um sistema digital deste nível, meu amigo, não perca tempo em ouvi-los!

EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NO TESTE

  • Cabo de interconexão: Dynamique Audio Apex 2 (clique aqui)
  • Cabos de força: Dynamique Apex (clique aqui)
  • Cabos de força: Transparent Audio XLPC2 & Opus G6
  • (clique aqui)
  • Plataforma antivibratória: Seismion Reactio-2 (clique aqui)
  • Powers: Monoblocos Nagra HD (clique aqui)
  • Pré-amplificador Nagra II-S (clique aqui).
  • Regenerador de energia: StromTank S-2500 (clique aqui)
  • Streamer: Nagra (clique aqui)
  • Transporte CD: Nagra
Opções de Filtros Digitais do NADAC
Aqui estão as seis opções de filtro disponíveis no conjunto NADAC, cada uma com suas características específicas e efeitos sonoros:
1. Filtro ‘Brick-Wall’ (Atenuação Acentuada/Rápida)
O que faz: proporciona um corte extremamente acentuado, removendo quase todas as frequências indesejadas acima de 20 kHz.
O som: altamente analítico, com resposta de frequência plana e altíssima precisão. Ideal para medições técnicas ou masterização, embora possa introduzir mais reverberação no domínio do tempo.
2. Filtro de Atenuação Rápida com Fase Mínima Corrigida (Recomendado)
O que faz: configuração padrão que equilibra atenuação rápida com um design de “fase mínima”, eliminando quase toda a “pré-ressonância”.
O som: natural, impactante e contundente. Minimiza a sensação artificial e “digital”, resultando em um som mais orgânico e imediato.
3. Filtro de Roll-Off Rápido para Apodização
O que faz: filtro especializado que remove artefatos agudos (ringing) introduzidos durante gravação ou masterização.
O som: elimina a “aspereza digital”, ideal para gravações digitais antigas ou de baixa qualidade que soam excessivamente agressivas.
4. Filtro de Atenuação Lenta de Fase Mínima
O que faz: um filtro mais suave que começa a atenuar altas frequências mais cedo, com pré-ressonância mínima.
O som: mais quente e relaxado, com características analógicas, reduzindo o brilho dos agudos e tornando-o adequado para longas sessões de audição.
5. Filtro de Atenuação Rápida de Fase Linear
O que faz: projeto “linear em fase”, que garante que todas as frequências cheguem simultaneamente, com um corte abrupto.
O som: excelente imagem e precisão espacial, mas distribui o eco igualmente antes e depois do som, o que pode ser considerado menos natural por alguns ouvintes.
6. Filtro de Atenuação Lenta de Fase Linear
O que faz: combina atenuação lenta e suave com linearidade de fase perfeita.
O som: som relaxado, polido e suave, com agudos delicados. Tolerante, mas pode carecer da “agressividade” ou velocidade de resposta preferida por alguns audiófilos.



PONTOS POSITIVOS

Naturalidade e fidelidade impressionantes.

PONTOS NEGATIVOS

Para muito poucos mortais.


ESPECIFICAÇÕES – DAC NADAC D

Suporte para áudio de alta resoluçãoUSB suporta PCM de até 32 bits/384 kHz e DSD nativo de até DSD512 com processamento de 1 bit real
Múltiplas entradas digitaisUSB Type-C, AES3, S/PDIF coaxial e óptica – e entrada de rede RAVENNA planejada, mas atualmente indisponível
Entradas e saídas● Seis entradas analógicas estéreo, três balanceadas (XLR) e três não balanceadas (RCA)
● Três saídas analógicas estéreo, duas balanceadas (XLR) e uma não balanceada (RCA)
Saídas analógicasSaída XLR balanceada (4 Vrms) e saída RCA não balanceada (2 Vrms), além de saídas para fones de ouvido balanceadas e não balanceadas
Suporte a clock externoAceita clock mestre externo de 10 MHz via BNC para maior precisão de temporização e melhor desempenho de jitter
Desempenho de áudioDistorção ultrabaixa (THD+N de até 0,0003%), alta relação sinal-ruído (120 dBA) e excelente separação de canais (120 dB)
Dimensões (L x A x P)435 x 95 x 390 mm

ESPECIFICAÇÕES – MASTERCLOCK NADAC C

Cristal centralCristal SC pré-envelhecido de alta estabilidade
Pré-envelhecimento do cristalpor ≥ 120 dias
Precisão de frequência (calibração de fábrica)< 10 ppb
Saída de clock de 10 MHz Forma de ondaOnda quadrada (acoplada em AC)
Jitter de saída (típico)66 fs (largura de banda de 10 Hz a 100 kHz)
Ruído de fase (típico)-160 dBc a 10 kHz – 1 MHz
Potência de saída+13 dBm a 50 Ω
Conectores6 × BNC
Impedância nominal50 Ω (75 Ω suportado)

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