Teste 4: ANTIVIBRATÓRIOS LR16-HA& LR5-HA DA MAGAUDIO RESONANCE
6 de abril de 2026
Teste 2: CAIXAS ACÚSTICAS Ø AUDIO FRIGG 02
6 de abril de 2026

Fernando Andrette
fernando@avmag.com.br

Antes de testar a caixa Marten Oscar Trio (clique aqui), eu só conhecia esse fabricante sueco de cabos por raras e sucintas linhas, geralmente escritas em testes de produtos da Marten, já que ambos são parceiros há muitos anos.

Tanto que a Marten sempre indica os cabos Jorma para seus novos distribuidores.

Uma visita ao site desse fabricante, nos dará uma ideia de conceito e uma explanação por toda sua extensa linha de cabos. Com mais de duas décadas no mercado, a Jorma se orgulha de manter suas “características sonoras” em todas as séries que fábrica, buscando uma naturalidade sonora, com boa transparência e o prazer musical.

Em 2025, a Jorma lançou sua série mais sofisticada batizada de Paragon, utilizando os melhores materiais e componentes existentes no mercado, para subir ainda mais de patamar.

A linha que, até o ano passado, era a mais sofisticada tinha o nome de Statement, e ganhou excelentes reviews na Europa e na Ásia.

Abaixo, e mais acessível em termos de preço, a série Origo praticamente se posiciona no meio de todas as linhas, seguida da linha Unity, da Duality e de sua linha de entrada Trinity.

A KW Hi-Fi, junto com a caixa Marten Trio, nos enviou um set completo de Duality, com um cabo de força, o cabo de caixa e um interconexão XLR.

Resolvemos, para poder entender a assinatura sônica e a compatibilidade com inúmeros equipamentos, e junto com outros cabos, ouvi-los em conjunto e separados. Para conseguir isso, o Fernando Kawabe permitiu que ficássemos seis meses com todo o set Jorma.

Neste primeiro teste, falaremos do cabo de caixa, OK?

Segundo o fabricante, a série Duality utiliza os mesmos materiais das séries acima, buscando simplificar no que é possível para caber em um orçamento menor, sem perder as principais qualidades da marca: som natural e um grau de transparência de nível superlativo!

O cabo utiliza cobre de alta qualidade e pureza com 9,9999999%, com camadas extra de isolamento para uma melhor blindagem e uma construção com uma geometria simples, porém eficiente.

Seu diâmetro é excelente, permitindo curvas em espaços apertados, e é bastante maleável. Nada de diâmetros de mangueira de jardim!

Seu acabamento é bastante sóbrio e bem construído.

O modelo enviado para o teste era tipo banana nas duas pontas – o que impediu de ouvirmos o cabo no nosso power de referência, o Nagra HD (que não aceita cabo tipo banana). Mas o escutamos nos powers da Boulder Mono 1151 (leia teste na edição de junho de 2026), Air Tight ATM -1e (clique aqui), Norma Audio Revo

IPA-140 (clique aqui), Alluxity Int One MkII (clique aqui), Moonriver 404 Reference (clique aqui), e Accuphase E-5000 (teste ainda no primeiro semestre de 2026).

Fontes digitais usadas no teste: Streamer Nagra (clique aqui), Transporte CD Nagra, Nagra TUBE DAC (clique aqui), Wadax

Studio Player (clique aqui), e Weiss Helios (leia teste 1 nesta edição).

Fonte analógica: prés de phono Soulnote E-2 (clique aqui) e Moonriver 505 (teste ainda no primeiro semestre de 2026), com

toca-discos Zavfino ZV11X (clique aqui) com as cápsulas Aidas Malachite Silver (clique aqui) e Dynavector DRT XV-1T (clique aqui).

Os cabos felizmente já vieram amaciados, o que ajuda muito a podermos seguir direto de uma primeira impressão para audições prolongadas por semanas a fio.

Quando recebemos um set completo de cabos, ouvimos o set sempre junto, em todos os setups possíveis. E só depois de entender sua assinatura sônica e seu grau de compatibilidade com as caixas disponíveis, é que desmembramos o set e passamos a ouvir como, separados, se casam com outros cabos de referência.

As caixas utilizadas na avaliação do Jorma Duality foram: Piega Coax 811 (teste ainda no primeiro semestre de 2026), Quad Revela 2 (teste ainda no primeiro semestre de 2026), Ø Audio FRIGG 02 (leia Teste 2 nesta edição), Monitor Audio Platinum 100 (teste edição de aniversário em maio), Marten Oscar Trio (clique aqui), e Estelon X Diamond MkII (clique aqui).

Ou seja, um belo arsenal de caixas acústicas à disposição, assim como de amplificadores, para podermos avaliar com calma e segurança o cabo de caixa Jorma Duality.

Seu equilíbrio tonal é ótimo. Zero resquício de coloração ou falta de extensão nas pontas. Graves sólidos, bem definidos e vincados, boa velocidade e ótimo corpo.

A região média é realmente transparente, mas não de modo clínico e cansativo – trata-se de uma apresentação muito natural e detalhada.

Para os amantes de música mais bem elaborada, com arranjos intrincados e múltiplos instrumentos, o Duality apresenta tudo de forma muito coesa sem deixar de evidenciar aquilo que a mixagem planejou!

É só não esperar mais ‘realismo’ que o real, e o Duality cumpre exatamente o que se propõe a fazer.

E os agudos possuem excelente extensão e decaimento bem suave, permitindo que tenhamos folga e arejamento em gravações com sofisticados trabalhos nos pratos ou intrincados solos de violino, trompete com surdina, saxofone soprano, piccolo, gaita e vibrafone!

O soundstage é bastante convincente, tanto na apresentação de planos como de foco, recorte e ambiência.

Em relação ao nosso cabo de caixa de referência, que custa bem mais caro, faltou um pouco mais de profundidade para a reprodução de música clássica.

Mas no resto, foi muito competente!

As texturas são ricas na apresentação da paleta de cores dos instrumentos, nos dando uma noção correta do timbre dos instrumentos e do grau de qualidade da captação da gravação, do instrumento e da performance do músico (intencionalidade).

Achei seu ponto mais forte, a apresentação de transientes. Para quem ritmo e tempo são essenciais, o Jorma é uma bela referência.

Transientes precisos e detalhados!

E a dinâmica não será um problema para esse cabo, pois além de autoridade, possui folga para nos fortíssimos não se ‘engasgar’, ou perder a ‘compostura’.

E a micro-dinâmica será ‘voar’ em Céu de Brigadeiro.

Apaixonados pelo quesito corpo harmônico, que nem nosso colaborador Christian Pruks, irão se deliciar com contrabaixos do tamanho real à sua frente, ou gravações de piano solo.

Como sempre lembro, nosso cérebro ama ouvir um instrumento em tamanho real à nossa frente, pois ele não só reconhece que parece verídico, como relaxa e passa a apreciar na íntegra o que está sendo reproduzido eletronicamente.

Corpo harmônico, meu amigo, não tem como enganar nosso cérebro – se este tiver a referência do real! Pode um setup soar em todo resto correto e convincente, mas se na hora que reproduz um contrabaixo tocando com arco, o som parece do tamanho de uma pizza brotinho, esquece – é simplesmente broxante e o impacto vai todo pelo ralo!

O Jorma faz com competência a materialização do acontecimento musical à sua frente, desde que a qualidade técnica da gravação assim permita.

Você poderá desfrutar de noites memoráveis ao lado de seus músicos favoritos!

CONCLUSÃO

Gostei muito da série toda Duality, e o que mais me chamou a atenção desses cabos da Jorma foi seu grau de compatibilidade tanto com equipamentos, quanto com cabos distintos.

O Duality de caixa não chega a ter uma assinatura sônica neutra, estando mais para o lado do transparente, mas nenhuma eletrônica ou caixa se mostrou incomodada com sua assinatura.

Pelo contrário: no caso dos amplificadores Air Tight e o Moonriver, com as caixas Monitor Audio Platinum 100 e a Quad Revela 2, essa transparência foi muito bem-vinda! Trazendo um pouco mais de informação na micro-dinâmica e na extensão das altas, que ampliou audivelmente a observação das ambiências das gravações.

Gostei muito deste casamento com esses amplificadores e essas duas caixas.

Como sempre lembro nos nossos Cursos de Percepção Auditiva: temos a liberdade e flexibilidade de darmos a sistemas corretos, esse ‘molho’ ao nosso gosto pessoal.

Isso é que faz com que dois sistemas semelhantes e, muitas vezes, até parelhos em termos de preço, possam soar de forma distinta, sem perder a correção necessária, para justificar o gasto com o sistema.

Os cabos corretos são justamente os que não são usados para ‘equalizar’ erros de um sistema, mas sim apenas para dar aquele ‘toque’ que o audiófilo tanto deseja ao seu sistema.

O famoso ajuste fino do fino!

O Jorma Duality se propõe a ser este cabo, desde que o sistema já esteja correto o suficiente, sem arestas ou elos fracos!

Se é esse seu caso, e deseja um cabo de caixa que pontualmente possa lhe dar maior prazer auditivo, ouça-o com bastante atenção.

Pode ser que ele seja aquela ‘peça’ do quebra cabeça que você está esperando há muito tempo!


PONTOS POSITIVOS

Um cabo de excelente qualidade de construção e performance.

PONTOS NEGATIVOS

Ainda pode ser caro para muitos dos leitores que desejam um cabo deste nível de performance.


ESPECIFICAÇÕES

Material do condutorCobre com pureza de 99,999999%
Estrutura do condutorMultifilar com enchimento de fibra cerâmica
Bitola2x 3mm²
BlindagemCobre estanhado, 95% eficaz contra interferências de radiofrequência (RFI) e interferências eletromagnéticas (EMI)
IsolamentoPTFE incolor (condutores) e poliuretano livre de halogênio (revestimento)
ConectoresDisponível com terminais spade WBT 0681 NextGen ou conectores banana.

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