AUDIOFONE – Editorial: VOCÊ SABIA QUE EXISTE UM GÊNERO MUSICAL ESPECÍFICO PARA CADA PESSOA ALIVIAR SUA DOR FÍSICA?

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Fernando Andrette
fernando@avmag.com.br

A neurociência já sabe há décadas que a música pode aliviar a dor ao ativar circuitos presentes em regiões do cérebro ligadas à sensação de recompensa e prazer, que quando acionados estimulam a liberação de substâncias produtoras de anestésico.

O que no entanto só foi descoberto recentemente, é que para cada indivíduo, há um estilo ou um andamento (rítmico) mais eficaz para suavizar incômodos físicos.

A descoberta foi feita pela Universidade McGill, no Canadá, que revelou que não é só a música clássica que se mostrou eficaz como anestésico natural.

O estudo foi realizado com centenas de voluntários, que foram expostos a calor extremo de forma a causar forte aflição física, e que podiam escutar músicas ao seu gosto.

E quando a música escolhida era ajustada ao gosto do participante, e se adequava ao ritmo individual, se notou que tanto os batimentos cardíacos e a cadência da respiração atenuavam o stress do forte calor.

Notou-se que quando a música escolhida acompanhava o ritmo natural interno ocorreu uma sincronia neurológica: ajustando o corpo, o som e a mente a agir em um mesmo compasso.

“É como se o som reprogramasse a experiência da dor”, afirmou o neurologista Rubem Regoto, um dos responsáveis pelo experimento.

A música correta para cada indivíduo constrói um vínculo afetivo, e eleva as chances de alívio das dores e do mal-estar físico.

Um outro estudo, realizado pela Universidade Erasmus, na Holanda, constatou que pacientes em UTI, pós-operatório, que podiam ouvir suas playlists favoritas chegaram a baixar a necessidade de sedativos nesta fase de recuperação em até 40%, e um índice de ansiedade menor de até 19% em relação a pacientes sem este benefício.

Atualmente novos estudos estão fazendo uso da música também para pacientes em recuperação de AVC e doença de Parkinson, com resultados muito promissores.

Como escreveu na sua conclusão do estudo o neurologista Rubem Regoto, “A música pode ser consumida à vontade sem qualquer contraindicação”.

Então, meu amigo, escolha com critério seu fone de ouvido, para tê-lo sempre à mão, em volumes seguros, e use e abuse deste ‘bálsamo’ sonoro!

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